Brasileiro entra na onda do crédito fácil, porém caro
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Brasileiro entra na onda do crédito fácil, porém caro

Entre 1995 e 2005, o nível de endividamento em relação ao PIB pulou de 2% para 8%, segundo o Instituto AkatuImprimir Enviar por e-mail Receber Newsletter

Hélio Mattar: vivendo como escravos Ao fazer as suas compras de Natal, pense duas vezes e olhe os juros. É um exercício interessante e lucrativo, que o consumidor brasileiro não fez ao longo dos últimos dez anos. Após a conquista da estabilidade da economia, apesar das altas taxas de juro, o nível de endividamento da população brasileira em relação subiu de 2% do PIB, em 1995, para 8%, em 2004, segundo pesquisa do Instituto Akatu.

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A inadimplência do brasileiro, ao contrário da registrada em outros países, não está na compra de bens duráveis ou de alto valor agregado, como imóveis e veículos, mas no varejo. No Brasil, o índice de inadimplência na compra de veículos (2%) é bem inferior ao das compras de eletrodomésticos (próxima a 10%).

Vivendo para o hoje

Isso mostra, segundo o diretor-presidente do Instituto Akatu, Hélio Mattar, que o brasileiro ainda vive para o hoje, embora o país esteja ficando mais velho e precise fazer sua capacidade de poupança crescer.

"O economista Eduardo Gianetti da Fonseca compara o consumidor brasileiro com um escravo. Se alguém, no dia seguinte da alforria, oferecer a um escravo um empréstimo de 40% por semana, ele vai aceitar, pois viveu a vida inteira somente para o hoje. É mais ou menos o que ocorre com o consumidor brasileiro, que vive para suas necessidades imediatas", diz.

É um tipo de pensamento que não se encaixa mais com o perfil de expectativa de vida do país, que atingiu 71,7 anos em 2004. As pessoas vivem mais e, por isso mesmo, precisam ter maior capacidade de poupança. Por isso, o estudo dá exemplos de como, aplicando muito pouco, o brasileiro pode ter boas economias: entre as sugestões está deixar de tomar um cafézinho, de R$ 2 ao dia, e aplicar o dinheiro na caderneta de poupança por 30 anos. Em três décadas, as xícaras de café seriam transfomadas em R$ 58,7 mil, segundo o Instituto Akatu.

Fonte: G1 - Portal de Noticias da Globo

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