Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo em 2026
< Voltar para notícias
6 pessoas já leram essa notícia  

Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo em 2026

Publicado em 08/08/2026 , por Metropoles

varejo-1-1.jpg

CNC estima crescimento nas vendas para a data, mas consumidores devem manter cautela diante do cenário de crédito mais caro e endividamento

O Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo brasileiro em 2026, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A projeção reforça a expectativa de recuperação das vendas em um período marcado por maior seletividade dos consumidores.

No entanto, segundo o levantamento, o desempenho do comércio ocorre em um cenário de maior cautela por parte das famílias.

O custo do crédito, o nível de endividamento e a necessidade de planejamento financeiro seguem influenciando as decisões de compra dos consumidores, que tendem a pesquisar mais preços e buscar alternativas de menor valor antes de fechar negócio.

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, apesar do ambiente macroeconômico favorável ao consumo,o crédito segue como um desafio.

“A queda do desemprego e o avanço da massa de rendimentos criaram um ambiente propício para o crescimento das vendas na data, como vemos em outras celebrações do calendário recente. Por outro lado, observamos que o alto nível de endividamento das famílias e a fragilidade das condições de financiamento atuam como fatores limitantes, impedindo uma aceleração ainda mais robusta do consumo”, afirmou.

A expectativa da CNC é que o Dia dos Pais impulsione principalmente segmentos tradicionalmente associados à data, como vestuário, calçados, perfumes, eletrônicos e itens de uso pessoal.

Produtos ligados a experiências e serviços também devem ganhar espaço, acompanhando uma mudança no comportamento de consumo, com parte dos brasileiros optando por presentes que envolvam momentos em vez de bens físicos.

A data, embora tenha peso relevante para o comércio, ainda fica atrás de outros períodos importantes para o varejo, como Natal e Dia das Mães.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Dia dos Pais: consumidor do DF vai gastar em média R$ 172 com presente

Varejo sobe 0,1% em maio, após queda de 1,6% em abril

Puxado por queda no setor de combustíveis, varejo recua 1,5% em abril

Vendas no varejo crescem 0,5% em março e batem recorde, diz IBGE

Juros devem impactar decisão dos consumidores

  • Famílias devem avaliar mais o valor dos presentes eevitar compras parceladasde maior valor diante do custo elevado do crédito;
  • Comerciantes apostam empromoçõese estratégias para atrair clientes em uma data importante para o comércio;
  • Segmentos tradicionalmente ligados aoDia dos Paisdevem concentrar boa parte dos gastos dos consumidores;
  • No entanto, mesmo com melhora no mercado de trabalho, famílias seguem pressionadas peloorçamento mais apertado.

No Dia dos Namorados de 2026, por exemplo, a CNC estimou movimentação de R$ 2,84 bilhões no varejo, com avanço real de 2,5% em relação ao ano anterior. Segundo a entidade, a melhora do mercado de trabalho e a evolução da renda ajudam a sustentar o consumo, mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo.

Para o Dia dos Pais, a expectativa é que o comércio aproveite o período para ampliar promoções e estratégias para atrair consumidores mais atentos ao preço. Lojas físicas e plataformas digitais devem disputar espaço com descontos, facilidades de pagamento e campanhas antecipadas.

A data também ocorre em um momento em que o varejo acompanha os efeitos da política monetária sobre o consumo. Para a CNC, mesmo com sinais de resiliência da economia e do mercado de trabalho, os juros elevados, atualmente em 14% ao ano, impactam principalmente compras de maior valor, que dependem de financiamento ou parcelamentos longos.

Outro ponto de atenção é a inflação. A alta de preços em determinados produtos pode levar consumidores a reduzir o valor médio dos presentes ou trocar marcas mais caras por opções mais acessíveis.

O movimento já é observado em diferentes datas comemorativas, quando o consumidor busca manter o hábito de presentear, mas ajusta a escolha ao orçamento disponível.

A expectativa é que o desempenho da data ajude a indicar o ritmo do consumo das famílias na segunda metade do ano, em um momento em que o setor acompanha os próximos passos da política de juros e os efeitos das condições financeiras sobre a economia brasileira.

Fonte: Metropoles - 08/08/2026

6 pessoas já leram essa notícia  

Notícias

Ver mais notícias

Perguntas e Respostas

Ver mais perguntas e respostas