Durigan admite preocupação com trajetória da dívida e fala em redução de benefícios e controle de gastos para melhorar contas
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Durigan admite preocupação com trajetória da dívida e fala em redução de benefícios e controle de gastos para melhorar contas

Publicado em 07/08/2026 , por G1

Em entrevista à GloboNews, Durigan negou que haja um cenário de descontrole, mas reconheceu que há uma 'discussão' sobre a emissão de novos títulos da dívida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta quinta-feira (6) uma preocupação com a expectativa de crescimento da dívida pública brasileira, que já avançou mais de 10 pontos no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atingiu o maior nível desde 2021.

Em entrevista exclusiva à GloboNews, ele afirmou que o governo federal continuará tentando, se reeleito, melhorar o perfil das contas públicas em um eventual novo mandato, controlando as despesas e reduzindo benefícios fiscais existentes.

Durigan negou que haja um cenário de descontrole, citando uma melhora nos últimos anos, com a obtenção das metas propostas – apesar de as contas ainda permanecerem no vermelho.

Mas reconheceu que há uma "discussão", uma dificuldade, sobre a chamada "rolagem da dívida pública", ou seja, a emissão de novos títulos no mercado financeiro para pagar os que estão vencendo.

Nos últimos meses, o Tesouro Nacional tem encontrado dificuldade em emitir papéis com juros reais (acima da inflação) de 8% ao ano – patamar considerado elevado.

Analistas atribuem a resistência do mercado em comprar esses papeis ao aumento de gastos públicos e ao alto nível do endividamento brasileiro – fatores que aumentam a desconfiança dos agentes econômicos.

Ele avaliou que o "aspecto fiscal", ou seja, comportamento das contas públicas, de fato afeta o patamar da taxa de juros brasileira – atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, é a maior taxa de juros do mundo, segundo levantamento da MoneYou.

Mas o ministro lembrou que conflitos militares e aumento da taxa de juros norte-americana também impactam os juros de longo prazo brasileiros – determinados pelo mercado financeiro.

O titular da equipe econômica concluiu dizendo que o compromisso do governo é "fazer todo possível do ponto de vista fiscal para endereçar a questão dos juros [altos] nos próximos anos". "Juro machuca muito a economia, não só o governo", finalizou.

Fonte: G1 - 06/08/2026

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