INSS: neto descobre cobrança feita por 4 anos na aposentadoria da avó
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INSS: neto descobre cobrança feita por 4 anos na aposentadoria da avó

Publicado em 17/07/2026 , por Metropoles

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Em entrevista à coluna, o neto da idosa diz ter descoberto os descontos ao verificar o extrato. O caso foi denunciadoa Polícia Civil de SP

Uma simples conferência no extrato bancário da avó, Maria Aparecida Nicácio da Silva (foto em destaque), de 80 anos, gerou uma dor de cabeça praticamente insolúvel para o atendente de informática Thiago Nicácio. Ao analisar o contracheque da aposentada, que vive em Guarulhos (SP), ele constatou que descontos indevidos vêm sendo realizados no pagamento do benefício da idosa há pelo menos quatro anos. O caso foi registrado na Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Em entrevista à coluna, o homem contou que a aposentadoria da avó é recebida por meio do Banco Mercantil. No fim de junho deste ano, ao analisar o contracheque, ele constatou que havia sido realizado um desconto de R$ 60 no último pagamento, identificado como “Meu+”.

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Ao verificar os extratos dos meses anteriores, percebeu que o desconto vinha sendo realizado havia anos. Em contato com a instituição bancária, por meio de um aplicativo de mensagens, o banco informou que a idosa teria supostamente aderido ao serviço de saúde em junho de 2022, versão que a família nega veementemente.

Segundo a descrição disponível nas páginas do Banco Mercantil e do Meu+, o serviço integra um ecossistema de assistências voltado principalmente ao público com mais de 50 anos. Os pacotes reúnem benefícios nas áreas de saúde, odontologia, tecnologia, educação e bem-estar, podendo ser contratados mesmo por pessoas que não possuem plano de saúde tradicional.

No boletim de ocorrência, a família relatou que, somadas, as parcelas descontadas mensalmente chegam a quase R$ 3 mil.

“A funcionária da instituição disse que o serviço foi contratado via caixa eletrônico, mas, como eu disse a ela, minha avó não sabe usar nem o micro-ondas direito, quem dirá contratar algum serviço. Ela não tem familiaridade com nada do meio digital”, explicou.

A família afirma que tentou solucionar o caso junto ao banco, mas, segundo Thiago, vem sendo “jogada” de um lado para o outro.

“Absolutamente ninguém do banco sabe dizer como foi feita a captação de clientes desse serviço. Falam para eu procurar a ouvidoria, na ouvidoria, dizem que tenho de procurar o SAC.”

Fonte: Metropoles - 17/07/2026

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