Dívida pública federal cresce 2,3% em fevereiro e vai a R$ 8,9 tri
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Dívida pública federal cresce 2,3% em fevereiro e vai a R$ 8,9 tri

Publicado em 27/03/2026 , por Folha Online

A dívida pública federal do Brasil cresceu 2,3% em fevereiro em relação ao mês anterior, com mais emissões de títulos públicos e despesa com juros, indo a R$ 8,9 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (26).

No período, a dívida pública mobiliária interna teve alta de 2,2%, a R$ 8,5 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 6,1% e atingiu R$ 329,7 bilhões.

Contribuiu para o aumento da dívida pública no mês passado uma emissão líquida de títulos no valor de R$ 102,8 bilhões e uma incorporação de juros no valor de R$ 77,7 bilhões na dívida interna.

O Tesouro destacou que em fevereiro preocupações com avaliações de empresas de inteligência artificial, a declaração de inconstitucionalidade do tarifaço dos Estados Unidos e as tensões no Irã fomentaram uma busca por segurança no mercado.

De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma redução no mês passado, indo de 12,1% ao ano em janeiro para 11,9% ao ano.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna, por sua vez, ficou em 13,8% ao ano, mesmo patamar do mês anterior.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,03 anos em janeiro anos para 4,00 anos em fevereiro.

A reserva de liquidez, por sua vez, passou de R$ 1,1 trilhão em janeiro para R$ 1,2 trilhão em fevereiro. O valor é suficiente para quitar 6,41 meses de vencimentos de títulos, contra 6,77 registrados um mês antes.

Em relação a março, o Tesouro afirmou que com a volatilidade causadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, o Tesouro reduziu o volume ofertado de títulos públicos, atuando de forma extraordinária com recompra de papéis para dar suporte ao mercado.

De acordo com a secretaria, os leilões de compra e venda tiveram um resultado líquido de R$ 47,3 bilhões em recompras.

Fonte: Folha Online - 26/03/2026

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