Boletim Focus: mercado aumenta previsão para a taxa de juros em 2026
Publicado em 09/03/2026 , por Jovem Pan
Estimativas para o crescimento da economia e para a inflação ficaram estáveis; documento do Banco Central também aponta dólar a R$ 5,41
Estimativas para o crescimento da economia e para a inflação ficaram estáveis; documento do Banco Central também aponta dólar a R$ 5,41
O mercado financeiro aumentou a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para o fim de 2026. A estimativa passou de 12% para 12,13% ao ano. A informação faz parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC).
Por outro lado, as previsões para a inflação (IPCA), para o crescimento da economia (PIB) e para o preço do dólar sofreram poucas mudanças.
A expectativa para a taxa Selic no fim de 2026 subiu de 12% para 12,13%. Para 2027, a estimativa continuou em 10,50% pela 56ª semana seguida. Já para 2028 e 2029, o mercado espera taxas de 10% e 9,50%, respectivamente.
Em janeiro, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida. No entanto, o órgão indicou que pode começar a baixar os juros na próxima reunião, marcada para março, desde que os preços continuem controlados e a inflação caia em direção à meta.
A previsão para a inflação oficial do país em 2026 ficou parada em 3,91%. Esse valor está um pouco acima da meta ideal perseguida pelo governo, que é de 3%. Para 2027, a estimativa subiu muito pouco: de 3,79% para 3,80%. Para 2028 e 2029, seguiu em 3,50%.
Vale lembrar que o Brasil encerrou 2025 com uma inflação de 4,26%, segundo o IBGE. Esse número foi melhor do que o esperado pelos economistas. A partir de 2025, a regra da inflação mudou e passou a ser contínua: o centro da meta é de 3%, podendo variar até 4,5% ou cair até 1,5%. Se os preços ficarem fora dessa faixa por seis meses seguidos, considera-se que o Banco Central perdeu o controle da meta.
A previsão do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 continuou em 1,82%.
Recentemente, o próprio Banco Central ficou mais otimista e elevou sua estimativa de crescimento do país para este ano, passando de 2% para 2,3%. Essa melhora aconteceu, principalmente, pelo bom resultado do agronegócio no primeiro semestre e pelo desempenho da economia acima do esperado no fim do ano passado.
Para o longo prazo, a previsão do relatório Focus é de um crescimento de 1,80% em 2027, e de 2% para os anos de 2028 e 2029.
A estimativa para o valor do dólar no fim de 2026 caiu levemente, passando de R$ 5,42 para R$ 5,41.
Para os anos seguintes (2027, 2028 e 2029), a previsão do mercado estacionou em R$ 5,50.
O dólar encerrou o ano de 2025 custando R$ 5,48, o que representou uma queda de 11,18% em relação ao real. O dinheiro brasileiro se fortaleceu nos últimos meses devido ao enfraquecimento do dólar no mundo todo e também porque a taxa de juros alta no Brasil (15% ao ano) acabou atraindo muito dinheiro de investidores estrangeiros.
No Boletim Focus, a projeção anual do dólar é calculada com base na média da cotação durante todo o mês de dezembro, e não no valor exato do último dia do ano.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan
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