Vai precisar de receita? Quando chega às farmácias? O que já se sabe sobre o novo remédio para enxaqueca aprovado pela Anvisa
Publicado em 28/05/2026 , por G1
Medicamento poderá ser usado tanto para tratar crises quanto para prevenção. Venda dependerá de receita médica simples e lançamento está previsto para 2027.
Maio bordô alerta sobre os impactos da enxaqueca na população
Receita especial? Quanto vai custar? Quando estará disponível nas farmácias?
Essas são algumas das dúvidas que surgiram após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o Nurtec ODT, medicamento indicado para o tratamento e a prevenção da enxaqueca em adultos.
Embora o registro já tenha sido concedido, o remédio ainda não pode ser comprado. Segundo a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, a expectativa é que a comercialização comece apenas no primeiro semestre de 2027, após a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A seguir, veja o que já se sabe sobre o medicamento.
- Vai precisar de receita?
- Quando o remédio chega às farmácias?
- Quanto vai custar?
- Quem poderá usar o medicamento?
- Como o Nurtec funciona?
- Quais apresentações foram aprovadas?
Vai precisar de receita?
Sim. Segundo a Anvisa, o Nurtec ODT foi aprovado como medicamento de tarja vermelha. Isso significa que a venda dependerá de prescrição médica.
A agência informa ao g1, porém, que não haverá retenção da receita na farmácia.
O modelo é semelhante ao adotado para diversos medicamentos de uso contínuo vendidos atualmente no país: o paciente precisa apresentar a prescrição, mas o documento não fica retido no estabelecimento.
Quando o remédio chega às farmácias?
Ainda não há uma data exata. A diretor da Pfizer afirma que a expectativa da empresa é disponibilizar o medicamento no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027.
Antes disso, o produto precisa passar pela etapa de definição de preço junto à CMED, órgão responsável por estabelecer os valores máximos de comercialização de medicamentos no país.
A Anvisa ressalta que não tem mecanismos para obrigar uma empresa a lançar um produto já registrado, de modo que a decisão sobre o início das vendas cabe à fabricante.
O valor ainda não foi divulgado.
Segundo a Pfizer, o preço será definido após avaliação da CMED. A empresa explica que o processo considera critérios regulatórios e também referências internacionais baseadas nos preços praticados em países onde o medicamento já é comercializado.
Quem poderá usar o medicamento?
A aprovação da Anvisa contempla adultos com enxaqueca.
O registro permite o uso tanto para o tratamento das crises quanto para prevenção, mas a indicação dependerá da avaliação médica de cada paciente.
A enxaqueca afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Além da dor de cabeça intensa, a doença pode provocar náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, sons e cheiros.
Como o Nurtec funciona?
O medicamento usa a molécula rimegepanto, que pertence a uma classe conhecida como gepantes.
Esses medicamentos atuam bloqueando a ação do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), uma proteína envolvida nos mecanismos que participam do surgimento e da manutenção da dor durante as crises de enxaqueca.
A neurologista Sara Casagrande, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleias e da International Headache Society, afirma que uma das características do medicamento é poder ser utilizado em dois momentos distintos: para aliviar uma crise em andamento ou como estratégia preventiva para reduzir a frequência dos episódios.
Segundo a especialista, o remédio também se diferencia por ser administrado por via oral. Hoje, os medicamentos que atuam contra o CGRP disponíveis no Brasil são, em sua maioria, injetáveis.
Ela destaca ainda que o rimegepanto não provoca vasoconstrição —o estreitamento dos vasos sanguíneos— mecanismo presente em alguns tratamentos tradicionais para enxaqueca.
Quais apresentações foram aprovadas?
Segundo a Anvisa, o registro contempla a concentração de 75 mg em embalagens com 2, 8 e 16 unidades.
O produto é apresentado como um liofilizado orodispersível, uma formulação que se dissolve rapidamente na boca.
Já a Pfizer informou que pretende comercializar inicialmente as versões com 2 e 8 comprimidos.
Enquanto o lançamento não ocorre, o medicamento seguirá as próximas etapas regulatórias relacionadas à definição do preço. Só depois disso será possível saber quanto custará o tratamento para os pacientes brasileiros.
Fonte: G1 - 28/05/2026
Notícias relacionadas
- 10/07/2026 Anvisa atualiza vacinas contra Covid para acompanhar novas variantes
- 10/07/2026 Nova combinação reduz em 60% risco de volta do câncer de bexiga
- 08/07/2026 Procon-SP revela variação de preço de medicamentos
- 30/06/2026 Anvisa suspende lote de repelente da marca Repele após falha em teste de eficácia
- 29/06/2026 Medicamentos: 79% dos consumidores que compram medicamentos desconhecem que há teto de preços
- 26/06/2026 Drauzio Varella debate proteção do consumidor na venda de produtos de saúde pela internet
- 19/06/2026 Anvisa determina recolhimento de lotes de antibióticos
- 18/06/2026 Anvisa fecha laboratório de fertilização in vitro infestado de pragas
- 18/06/2026 Ypê passa a permitir trocas de produtos ainda suspensos pela Anvisa; veja como pedir
- 11/06/2026 'Vacina do Butantan contra dengue seria aprovada em qualquer lugar do mundo', diz ex-diretor da Anvisa
Notícias
- 10/07/2026 Procon-SP orienta consumo para o Dia da Pizza; veja
- MRV&Co tem alta de 3,5% nas vendas de incorporação no 2º tri
- Falta de acordo trava pautas no Congresso a uma semana do recesso
- Acesso a gasodutos coloca Petrobras e indústria em nova disputa na ANP
- Com incerteza da guerra, governo busca saída para subsídio da gasolina
- Anac determina que menores de 16 anos devem ter assento garantido ao lado de responsáveis
- Operação apura fraudes em benefícios do INSS para indígenas na Bahia
- Pix Pensão Alimentícia e o direito de mães e filhos de receberem em dia - O Assunto #1758
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
