Pedidos de auxílio-desemprego crescem nos EUA em meio a incertezas econômicas e tensões geopolíticas
Publicado em 10/04/2026 , por G1
Pedidos iniciais somam 219 mil, alta de 7,9% na semana e acima das expectativas; dados ainda indicam mercado de trabalho estável nos EUA, em meio a inflação elevada e tensões geopolíticas.
Em meio a um cenário de incerteza econômica, inflação elevada e tensões geopolíticas que pressionam os preços, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos tiveram aumento nesta primeira semana de abril.
Foram registrados 219 mil pedidos iniciais, alta de 16 mil em relação à semana anterior, quando o total era de 203 mil. O número representa um aumento de aproximadamente 7,9% na comparação semanal.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o dado ficou acima da expectativa de analistas, que projetavam cerca de 210 mil solicitações.
- Ospedidos iniciais correspondem às solicitações feitas por trabalhadores que entram no sistema de seguro-desemprego pela primeira vez após perderem seus empregos. O indicador é usado como um dos termômetros das demissões na economia.
Além disso, os dados mostram o comportamento dos pedidos continuados, que refletem o número de pessoas que seguem recebendo o benefício após a solicitação inicial. Esse total somou 1,794 milhão na semana encerrada em 28 de março, uma queda de 38 mil em relação à semana anterior.
A leitura dos dados ocorre em um ambiente marcado por alta nos preços da energia e preocupações inflacionárias.
A elevação recente no custo do petróleo fez com que o preço médio da gasolina ultrapassasse US$ 4 por galão nos EUA, o que impacta o consumo e as expectativas para a inflação.
A inflação segue no centro das atenções. Projeções apontam para alta nos preços ao consumidor em março, após avanços já observados nos meses anteriores. Economistas avaliam que o aumento nos custos de insumos, impulsionado também por tensões no Oriente Médio, pode manter a pressão sobre os preços.
Nesse contexto, o Federal Reserve mantém a taxa básica de juros na faixa atual enquanto monitora os efeitos da inflação e do cenário global. A instituição acompanha de perto indicadores de emprego e preços para definir os próximos passos da política monetária.
Fonte: G1 - 09/04/2026
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