Procon-SP: Dúzia de ovos eleva cesta básica paulistana em fevereiro
Publicado em 26/03/2026 , por Procon SP
Equilibrio e harmonia nas relações entre consumidores e fornecedores.
Feijão e extrato de tomate são outros produtos que provocaram aumento mensal de 0,31% na cesta básica na Capital
São Paulo, março de 2026 – O valor da cesta básica do paulistano registrou alta de 0,31%, de acordo com pesquisa mensal da Fundação Procon-SP, realizada em convênio com o Dieese. O preço médio, que em 30 de janeiro era de R$ 1.277,11, passou para R$ 1.281,04 em 27 de fevereiro.
As oscilações nos preços dos produtos da cesta básica decorrem de diversos fatores, como condições climáticas, sazonalidade, variações na oferta e demanda, preços de commodities, câmbio, formação de estoques e políticas tributárias.
Entre os itens com aumento relevante no período, destaca-se o ovo. Entre janeiro e fevereiro de 2026, a dúzia passou de R$ 9,56 para R$ 10,44, uma alta de 9,21%. O crescimento é atribuído ao aumento das exportações brasileiras e ao aquecimento da demanda interna. No acumulado do primeiro bimestre, a variação foi de 3,98%, com o preço médio saindo de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro de 2026.
Outro destaque é o extrato de tomate, que subiu 8,78% no mês, passando de R$ 4,33 em janeiro para R$ 4,71 em fevereiro. O aumento está relacionado, principalmente, às chuvas, que afetaram a qualidade dos frutos. No acumulado de 2026, a alta é de 3,74%, com o preço médio evoluindo de R$ 4,54 em dezembro de 2025 para R$ 4,71 em fevereiro.
O feijão também apresentou elevação significativa. Em janeiro de 2026, o preço médio do quilo era de R$ 6,19 e passou para R$ 6,58 em fevereiro, com variação de 6,30%. O impulso nos valores ocorreu devido à oferta restrita, dificuldades na colheita e menor produção em relação a 2025. No acumulado de 2026, o aumento é de 8,05%, com o preço médio passando de R$ 6,09 em dezembro de 2025 para R$ 6,58 em fevereiro de 2026.
Na análise por grupos, foram registradas as seguintes variações: alimentação (0,06%), limpeza (2,46%) e higiene pessoal (1,39%), sendo o maior impacto no mês observado nos produtos de limpeza. No recorte anual, os três produtos do grupo alimentação com maior variação negativa foram: alho (-36,94%), arroz (pacote de 5 kg) (-35,87%) e cebola (-21,25%).
Variação noutros períodos
Apesar da leve elevação no mês, a pesquisa aponta que a variação no ano (com base em dezembro de 2025) é de -0,38%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a queda chega a -6,25%, indicando recuo relevante no custo da cesta ao longo do período.
Os dados reforçam a importância do acompanhamento sistemático da cesta básica, contribuindo para o planejamento financeiro das famílias e ampliando a transparência sobre o comportamento dos preços de itens essenciais.
Acesse o relatório aqui.
Assessoria de Comunicação Social | Procon-SP
Fonte: Procon SP - 25/03/2026
Notícias relacionadas
- 22/05/2026 Aneel dá aval e oficializa parte de megaleilão do governo Lula que contratou R$ 515 bi de energia
- 21/05/2026 Câmara aprova MP que reajusta o piso salarial dos professores e garante o aumento real
- 21/05/2026 Leite e derivados pressionam alta da cesta básica, aponta Procon-SP
- 21/05/2026 Governo amplia de seis para dez anos o prazo para renegociação de dívidas rurais, diz Fazenda
- 21/05/2026 Ypê orienta consumidores a não usar produtos afetados após Anvisa manter restrições
- 21/05/2026 Menos álcool, novos hábitos e mudanças na taça do consumidor
- 21/05/2026 Câmara aprova PL que criminaliza aumento abusivo dos preços de combustíveis
- 21/05/2026 Câmara aprova projeto que prevê prisão por alta no preço da gasolina sem justa causa
- 19/05/2026 Caso Ypê: quando a contaminação encontra a polarização
- 19/05/2026 As mudanças no mercado de crédito e o endividamento das famílias
Notícias
- 22/05/2026 Receita paga R$ 16 bilhões em restituição a 8,7 milhões de contribuintes, o maior lote da história
- Dados de segurados do INSS vazam após falha de segurança
- Desenrola 2.0: ministro da Fazenda diz que um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo programa
- Aneel dá aval e oficializa parte de megaleilão do governo Lula que contratou R$ 515 bi de energia
- Datafolha: 68% dos endividados acham que vão se beneficiar do Desenrola 2.0
- Dados de segurados do INSS vazam após falha de segurança
- Durigan: Não devemos fazer terra arrasada da nossa principal potência
- Aneel confirma contratação de termelétricas de leilão de reserva de energia
- Aposentados do INSS vão receber R$ 2 bilhões em atrasados da Justiça; veja quem tem direito
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
