Ministério da Saúde inicia tratamento inédito contra malária em crianças na Terra Yanomami
Publicado em 05/03/2026 , por G1
Distribuição será feita em todo o país, com prioridade para áreas da Amazônia. Considerada inovadora, tafenoquina pode ser usada em dose única para pacientes entre 10 kg e 35 kg.
Ministério da Saúde distribui medicamento pediátrico para malária na Terra Yanomami
O Ministério da Saúde começou a oferecer um novo tratamento contra malária para crianças no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento usado é a tafenoquina, que será distribuída primeiro em territórios indígenas da Amazônia, começando pela Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Até então, o remédio era oferecido apenas para jovens e adultos a partir de 16 anos. A tafenoquina, incorporada ao SUS em junho de 2023, é para a malária causada pelo Plasmodium vivax.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego.
A entrega começou nesta segunda-feira (2) e será feita de forma gradual, com prioridade para áreas da Amazônia. Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da versão pediátrica da tafenoquina em todo o país. O investimento é de R$ 970 mil.
Para crianças, o medicamento será oferecido na versão pediátrica de 50 mg. A dose é indicada para pacientes com peso entre 10 kg e 35 kg. Segundo o governo federal, o Brasil é o primeiro país a oferecer a tafenoquina nessa dosagem para o público infantil.
O Ministério da Saúde já recebeu 64.800 comprimidos do medicamento, que serão enviados para áreas prioritárias. Entre elas estão os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.
A Terra Indígena Yanomami, localizada entre Roraima e Amazonas, é a primeira a receber o medicamento. Ao todo, 14.550 comprimidos serão destinados para crianças indígenas da região.
Em 2024, o território também foi a primeira região do país a receber o medicamento na versão de 150 mg, indicada para pacientes com mais de 16 anos. A distribuição fez parte de uma estratégia para ampliar o tratamento nas áreas mais afetadas pela malária.
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O medicamento será administrado em dose única. Segundo o Ministério da Saúde, isso facilita o tratamento e pode aumentar a adesão das famílias. A dose também pode ser ajustada conforme o peso da criança.
A tafenoquina de 50 mg foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Portaria nº 64, publicada em 15 de setembro de 2025. O medicamento age contra o Plasmodium vivax, principal parasita causador da malária no Brasil e responsável por mais de 80% dos casos da doença.
A inclusão ocorreu após o registro da nova apresentação do remédio na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O medicamento é indicado para pacientes com malária causada pelo Plasmodium vivax que tenham mais de 10 kg e não estejam grávidas ou amamentando. Antes, o tratamento podia durar até 14 dias.
Fonte: G1
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