IPCA: preços sobem 0,58% em maio, mas alimentação em casa tem maior alta para o mês em 18 anos
Publicado em 15/06/2026 , por G1
Alimentação e bebidas e Habitação foram os grupos com maior peso em maio. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial acelerou para 4,72%, acima do teto da meta do BC.
Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mesmo com uma desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,39% para 4,72%. No acumulado do ano, o IPCA soma 3,20%. Em maio do ano passado, a inflação oficial havia registrado alta de 0,26%.
- Com o resultado, o índice fica acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, a meta passou a ser contínua, e o cumprimento é acompanhado mês a mês, com base na inflação acumulada em 12 meses.
O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de maio, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Houve alta de 1,33% no mês.
- ️ Segundo o IBGE, o principal fator foi a alimentação no domicílio, subgrupo dos produtos in natura. A alta de1,65%foi o maior salto para o mês de maio desde2008.
Na sequência, aparecem os grupos Habitação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês.
Veja o resultado dos grupos do IPCA
- Alimentação e bebida:1,33%;
- Habitação:1,22%;
- Artigos de residência:0,08%;
- Vestuário:0,62%;
- Transportes:-0,46%;
- Saúde e cuidados pessoais:0,90%;
- Despesas pessoais:0,41%;
- Educação:0,00%;
- Comunicação:0,23%.
Alimentação mais cara
As maiores altas do subgrupo Alimentação no domicílio foram da batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%).
Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%.
Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços da Alimentação fora do domicílio subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril.
O grupo Habitação teve alta de 1,22% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês.
Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.
Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%.
Fonte: G1 - 12/06/2026
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