Taxa da blusinha: 'É uma grande vitória para o consumidor', diz CEO da Shein no Brasil
Publicado em 13/05/2026 , por Exame
Empresa apoiou decisão do governo. Felipe Feistler, presidente da operação brasileira, afirma que medida amplia acesso da população a produtos mais acessíveis
Empresa apoiou decisão do governo. Felipe Feistler, presidente da operação brasileira, afirma que medida amplia acesso da população a produtos mais acessíveis
Felipe Feistler, presidente da Shein no Brasil: "Acreditamos que a decisão contribui para ampliar o acesso da população a produtos de qualidade, a preços acessíveis e a uma maior diversidade de oferta" (Wanezza Soares /Divulgação)
Última atualização em 12 de maio de 2026 às 21h46.
A decisão do governo federal de revogar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”, foi comemorada pela Shein. Em nota divulgada nesta terça-feira, 13, a companhia afirmou que a medida representa uma “grande vitória para o consumidor brasileiro”, especialmente para as classes C, D e E.
“Reconhecemos que essa é uma grande vitória para o consumidor e acreditamos que a decisão contribui para ampliar o acesso da população a produtos de qualidade, a preços acessíveis e a uma maior diversidade de oferta, preservando a competitividade, a inclusão econômica e a liberdade de escolha dos brasileiros”, afirmou Felipe Feistler, presidente da operação brasileira da empresa.
A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em 2024 e previa cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas estrangeiras. A medida gerou forte repercussão entre consumidores e empresas do varejo digital ao longo dos últimos anos.
Segundo a SHEIN, a revogação não elimina totalmente a tributação sobre compras internacionais. Os consumidores continuarão sujeitos à cobrança de tributos estaduais, como o ICMS, além de possíveis alterações futuras relacionadas à reforma tributária prevista para entrar em vigor nos próximos anos.
Brasil segue como prioridade estratégica
A companhia afirmou que o Brasil continua sendo um mercado estratégico para os planos de expansão da empresa. Atualmente, a SHEIN diz contar com mais de 50 milhões de consumidores no país e uma base superior a 45 mil vendedores brasileiros cadastrados em seu marketplace nacional.
Além da operação de marketplace, a empresa afirma manter investimentos em logística, tecnologia e produção local. Nos últimos anos, a companhia ampliou sua estratégia de nacionalização da produção e fortalecimento de fornecedores brasileiros como forma de acelerar entregas e ampliar sua presença no país.
A empresa também destacou que seguirá colaborando com autoridades brasileiras e demais agentes do setor em discussões sobre o futuro do comércio eletrônico no país.
“A SHEIN seguirá colaborando de forma construtiva com as autoridades brasileiras e demais partes interessadas para apoiar soluções modernas, equilibradas e sustentáveis para o comércio eletrônico e para os consumidores brasileiros”, informa a companhia em nota.
Fundada em 2012, a SHEIN se tornou uma das maiores plataformas globais de moda online, com foco em preços acessíveis e modelo de produção sob demanda. Hoje, além de roupas, a companhia atua em categorias como beleza, decoração e lifestyle.
Sobre a Shein no mundo e no Brasil
A Shein foi fundada em 2008, na cidade de Nanjing, na China, pelo empresário chinês Chris Xu, também conhecido como Xu Yangtian ou Sky Xu. Inicialmente, a empresa se chamava ZZKKO e operava como uma plataforma de venda online de vestidos de noiva para consumidores internacionais.
Nos primeiros anos, o modelo da companhia era semelhante ao de “drop shipping”: a empresa não produzia as próprias roupas, mas conectava fornecedores chineses a consumidores de outros países. O diferencial estava no uso intenso de SEO, análise de tendências e marketing digital para vender peças de baixo custo diretamente ao consumidor final.
A partir de 2012, a SHEIN começou a estruturar sua própria cadeia de fornecedores em Guangzhou, um dos principais polos têxteis da China. Nesse período, a empresa também mudou o nome de SheInside para SHEIN e acelerou sua expansão internacional, apostando fortemente em redes sociais, influenciadores digitais e produção ultrarrápida baseada em dados de consumo.
Hoje, a empresa é considerada uma das maiores varejistas de fast fashion do mundo. Em 2024, a companhia registrou receita estimada em US$ 38 bilhões e atua em mais de 150 países. Atualmente, sua sede global fica em Singapura, embora a cadeia produtiva continue concentrada na China.
No Brasil, a operação ganhou força em 2022, quando a empresa lançou oficialmente seu marketplace nacional. Desde então, o país se tornou um dos principais mercados globais da companhia.
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Fonte: Exame Online - 12/05/2026
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