Receita deve pagar R$ 16 bilhões no primeiro lote de restituição do IR 2026, o maior da história
Publicado em 08/04/2026 , por Folha Online
A Receita Federal deverá pagar cerca de R$ 16 bilhões em restituições do Imposto de Renda no primeiro lote de 2026. A liberação dos valores será feita em 29 de maio —último dia do prazo para enviar a declaração— para 9 milhões de contribuintes.
O total, que deve consolidar o lote como o maior da história do IR, é uma estimativa com base no que foi pago em 2025. No primeiro lote do ano passado, R$ 11 bilhões foram liberados a 6,3 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita planeja pagar dois megalotes em maio e junho, que devem contemplar 18 milhões de declarantes.
O prazo para declarar o IR começou em 23 de março e vai até 23h59 do dia 29 de maio. É possível fazer a declaração pelo programa IRPF 2026, que pode ser baixado do site oficial da Receita; de forma online, no e-CAC (Centro de Atendimento Virtual); pelo portal de serviços digitais do governo ou pelo aplicativo da Receita para celular ou tablet, em Meu Imposto de Renda.
O fisco vai pagar quatro lotes de restituição em 2026, de maio a agosto, em vez dos tradicionais cinco lotes, como ocorre há alguns anos. Além disso, prevê quitar as restituições de 80% dos contribuintes nos dois primeiros lotes. Cada um deles terá 9 milhões de contemplados.
Os dois megalotes de restituição serão liberados em maio e junho. Eles deverão contemplar:
Além disso, haverá ainda uma lote extra, a ser pago de forma automática no dia 15 de julho para contribuintes que tinham direito a restituir imposto em 2025 e não entregaram a declaração. Neste caso, será feita uma declaração automática pela própria Receita. O lote contemplará 4 milhões de contribuintes com restituições de até R$ 1.000, e terá valor total de R$ 500 milhões.
A consulta à restituição do Imposto de Renda é feita, em geral, uma semana antes do pagamento do lote. A Receita informará futuramente a data exata de abertura. Essa consulta pode ser realizada no site do fisco e pelo eCAC. Quem declara pelo aplicativo recebe o push (mensagem automática) com a informação de que será contemplado no lote.
A restituição do IR é o valor pago a mais de tributo pelo contribuinte. Recebe restituição quem, no ano anterior à entrega da declaração, pagou mais do que deveria, mas esse cálculo só é feito pelo fisco quando ocorre a entrega da declaração de ajuste anual, que leva em conta tudo o que o contribuinte ganhou no ano e seus gastos que garantem deduções legais.
Quem tem direito, após esse cálculo, restitui. Quem ficou devendo deverá pagar a diferença para a Receita Federal e há ainda os que ficam no zero a zero, sem restituir nem pagar.
Podem entrar no primeiro lote de pagamento os contribuintes que declararem o Imposto de Renda até o dia 10 de maio e que não tenham pendências que os levem à malha fina. A fila de restituição, no entanto, obedece a uma ordem de preferência, que inclui idosos primeiro, seguidos por doentes graves, pessoas com deficiência, profissionais cuja maior fonte de renda é o magistério e contribuintes que optarem por receber a restituição por Pix e/ou fazer a declaração pré-preenchida.
O pagamento da restituição do Imposto de Renda segue uma ordem de prioridade definida por lei e por normativas da Receita Federal. Em caso de empate, o critério de desempate será a data e o horário do envio da declaração. Quem entregou mais cedo terá vantagem. Veja a ordem de prioridade:
Os valores da restituição são depositados na conta informada pelo contribuinte ao declarar o IR. É preciso que a conta esteja no nome do titular da declaração. Também é possível receber por Pix, desde que a chave seja o CPF do declarante.
O pagamento depende de alguns fatores. Primeiro, a Receita calcula o total de contribuintes com direito, respeitando a fila de preferência, e cruza com o valor disponível para pagamento na data, com a quantidade de contemplados e com o valor das restituições individuais para definir o total a ser liberado no lote.
Quem não entra no primeiro lote fica na fila e pode ser contemplado nos demais. Caso tenha algum erro que leve o contribuinte à malha fina, é preciso enviar uma declaração retificadora, o que faz com que o declarante volte para o fim da fila de restituição.
O pagamento da restituição é feito somente na conta do titular da declaração. Se houver algum erro nos dados bancários, o contribuinte não vai receber o dinheiro. O mesmo ocorre caso informe uma chave Pix que não seja o seu CPF. Neste ano, o programa da Receita terá alerta informando que o Pix informado não é válido, caso não seja o número do CPF do contribuinte.
Se não receber, é preciso reagendar o crédito pela internet, no portal do Banco do Brasil, ou pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-7290001 (demais localidades) ou 0800-7290088 (deficientes auditivos). É preciso informar valor da restituição e número do recibo da declaração. Caso o valor não seja resgatado em até um ano, o contribuinte deverá solicitar o crédito pelo portal e-CAC, acessando Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.
Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:
Fonte: Folha Online - 08/04/2026
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