Prova em que advogado com nanismo foi desclassificado de concurso não previa adaptação a 'condições individuais'
Publicado em 10/03/2026 , por G1
Matheus Menezes alega ter sido vítima de discriminação após ter pedido de adaptação no TAF ignorado pela banca. A FGV informou que o edital previa expressamente que os exames seriam realizados nas mesmas condições para todos os candidatos.
Advogado com nanismo diz que foi discriminado em teste de aptidão físic
A prova em que o advogado com nanismo Matheus Menezes, de 25 anos, foi desclassificado de concurso não previa adaptação para condições individuais. A informação foi dada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela banca de avaliação dos Exames Biofísicos. Afirma que pediu adaptação no Teste de Aptidão Física (TAF), mas teve o pedido ignorado e acabou eliminado na etapa.
De acordo com a nota divulgada pela FGV, o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09/01/2026, previu expressamente que não haveria adaptação dessa etapa às condições individuais dos candidatos, disposto no item 1.19 do edital.
Segundo uma nota da Polícia Civil de Minas Gerais, o candidato foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, mas foi considerado inapto na etapa dos exames biofísicos.
- Advogado com nanismo diz que foi discriminado em teste de aptidão física para delegado em Minas Gerais
- Advogado com nanismo diz que pediu adaptação em teste físico de concurso para delegado, mas foi ignorado
O advogado Matheus Menezes disse que participou do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O candidato, que tem nanismo, diz ter sido vítima de discriminação.
O advogado relatou, nas redes sociais, que um dos testes do TAF exigia salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal. Ele alega que a exigência seria incompatível com sua condição física.
Segundo Matheus, a banca poderia ter feito mudanças simples para permitir que ele realizasse o teste de forma compatível com sua condição.
Como não atingiu a marca mínima exigida no salto, Matheus não pôde concluir as outras provas do TAF. Segundo o advogado relatou, ele apresentou laudos médicos à organização do concurso e que havia solicitado formalmente a adaptação das provas físicas antes da realização do teste.
Matheus informou ainda que levou o caso ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). No entanto, segundo ele, a manifestação acabou sendo arquivada.
O que diz a Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o candidato foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, mas foi considerado inapto na etapa dos exames biofísicos.
Segundo a corporação, os testes físicos estão previstos no edital e têm o objetivo de verificar se o candidato possui condições físicas compatíveis com as atividades do cargo de delegado.
A instituição também afirmou que o concurso segue as regras legais e que candidatos com deficiência podem participar do certame, desde que atendam aos critérios estabelecidos.
Nota completa da Fundação Getúlio Vargas
“A Fundação Getulio Vargas informa que, em observância à opção estabelecida pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09/01/2026, previu expressamente que não haveria adaptação dessa etapa às condições individuais dos candidatos.
Conforme disposto no item 1.19 do referido edital, os exames biofísicos foram realizados nas mesmas condições para todos os candidatos, em conformidade com as regras previamente estabelecidas no certame.”
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Fonte: G1
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