MPSP e PF realizam operação contra policiais suspeitos de proteger esquema de lavagem de dinheiro
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MPSP e PF realizam operação contra policiais suspeitos de proteger esquema de lavagem de dinheiro

Publicado em 05/03/2026 , por Jovem Pan

Ação cumpre 11 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão para desarticular rede que pagava propina a agentes públicos

Ação cumpre 11 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão para desarticular rede que pagava propina a agentes públicos

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Bazaar para desarticular um esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro.

A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), e contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil. Até o momento, nove suspeitos foram presos.

Segundo as investigações, o grupo criminoso era formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com histórico de envolvimento em lavagem de capitais. A organização atuava de forma coordenada para garantir a continuidade das atividades ilegais e evitar a responsabilização de seus integrantes.

De acordo com o Ministério Público, os criminosos pagavam vantagens indevidas a agentes públicos para obter proteção. Em troca, eram adotadas estratégias como fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e até destruição de provas dentro de inquéritos policiais.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relacionados a medidas cautelares diversas da prisão em São Paulo e Jundiaí. As medidas foram direcionadas a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis suspeitos de participação no esquema.

A operação também tem como objetivo romper a estrutura de proteção institucional criada pelo grupo e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Após a ação, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil decidiram realizar correições extraordinárias nas unidades policiais investigadas, para apurar eventuais irregularidades administrativas e disciplinar outros possíveis envolvidos.

Em resposta à operação, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou, em nota, que a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e ressaltou que adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades envolvendo agentes da corporação.

Fonte: Jovem Pan

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