Arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 325,8 bilhões em janeiro, maior valor em 32 anos
Publicado em 24/02/2026 , por Alexandro Martello
Valor arrecadado em janeiro é recorde para todos os meses. Série histórica da Receita Federal começou em 1995. Aumento de impostos e expansão da economia têm turbinado a arrecadação federal nos últimos anos.
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 325,8 bilhões em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (24) a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 3,56% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 314,54 bilhões (valor corrigido pela inflação).
Esse também foi a maior arrecadação já registrada em todos os meses desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, ou seja, em 32 anos.
O recorde na arrecadação em janeiro deste ano está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja os destaques de janeiro, segundo a Receita Federal:
- O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 14,68 bilhões, com alta real de 32,56%. "Destaca-se, adicionalmente, o crescimento da arrecadação decorrente da tributação de Juros sobre o Capital Próprio", informou a Receita Federal.
- O Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que também foi elevado no ano passado, apresentou uma arrecadação de R$ 8 bilhões em janeiro, com crescimento real de 49,05%.
- O governo também arrecadou R$ 1,5 bilhão com a taxação de apostas online e exploração de atividades de jogos de azar. A tributação das chamadas "bets" também foi elevada no fim de 2025.
- A arrecadação previdenciária totalizou R$ 63,45 bilhões, com alta real de 5,48%, por conta do crescimento de real na massa salarial, pelo aumento na arrecadação do Simples Nacional e pela alta de 17,02% no montante das compensações tributárias.
- O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram uma arrecadação de R$ 56 bilhões, com aumento real de 4,35%. "Esse desempenho pode ser explicado pelo aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024", diz a Receita.
O governo também contou com o aumento de outros tributos, efetuados nos últimos anos, para melhorar a arrecadação em janeiro de 2026. São eles:
- Tributação de fundos exclusivos, os "offshores";
- Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
- Retomada da tributação de combustíveis;
- Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
- Reoneração gradual da folha de pagamentos;
- Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse).
Meta fiscal em 2026
Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.
Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
- De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
- Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
- Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.
- Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.
Fonte: G1 - 24/02/2026
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