Caixa negocia compra de carteiras do BRB após crise do Master
Publicado em 23/02/2026
Branco de Brasília espera prejuízo de R$ 5 bilhões
A Caixa Econômica Federal negocia a compra de carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB). A cúpula do banco nacional não descarta debater outras soluções, mas a discussão sobre federalização do BRB é vista como "prematura", segundo pessoas a par do tema ouvidas pela reportagem.
No momento, o que está efetivamente na mesa é a possibilidade de a Caixa adquirir carteiras originadas pelo próprio BRB, que tenta reforçar a sua liquidez, abalada pela necessidade de reservar ao menos R$ 5 bilhões por causa de perdas esperadas com ativos do Banco Master.
Em outra ponta, a cúpula da Caixa não descarta que as discussões evoluam para outras frentes. Uma alternativa é a participação do banco federal em um consórcio que viabilizaria um empréstimo para que o governo do Distrito Federal aporte recursos no BRB - ponto que é visto como mais importante do que a liquidez de curto prazo neste momento.
Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, as tratativas sobre esse empréstimo ainda são iniciais. Mas essa alternativa é vista como a melhor para socorrer o banco do DF, por ser menos extrema do ponto de vista do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Como mostrou a reportagem, o Banco Central pode aplicar uma série de medidas prudenciais preventivas no BRB caso o governo distrital não realize os aportes até 31 de março, a data-limite para a divulgação do balanço do banco público.
O aporte é necessário por causa da compra, pelo BRB, de R$ 12,2 bilhões em créditos falsos do Banco Master. O banco distrital conseguiu trocar esses créditos por outros ativos do Master. Mas, por causa da qualidade duvidosa dos papéis, pode ter uma perda de R$ 5 bilhões a R$ 9 bilhões.
O patrimônio líquido de referência do BRB era de R$ 4,289 bilhões em setembro de 2025, o último dado disponível. Isso significa, na prática, que o banco do DF ficou com as contas negativas ao ter de provisionar ao menos R$ 5 bilhões para lidar com as eventuais perdas.
A possibilidade de um empréstimo vem sendo negociada pelo governo distrital com uma série de bancos e com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esse passo é necessário porque o governo do DF, que é o acionista controlador do BRB, não tem recursos em caixa para realizar o aporte, como mostrou a reportagem.
Na sexta-feira, 20, o governo do DF enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei com medidas para capitalizar o BRB. O texto inclui entre as possibilidades o uso de 12 imóveis públicos como garantia para a operação.
Segundo interlocutores, esse projeto é fundamental para avançar nas tratativas, mas a sua aprovação é a parte mais simples do processo, já que o empréstimo precisa ser negociado com as instituições financeiras.
Os termos finais vão depender da precificação e de uma série de riscos jurídicos. Até o momento, nenhuma proposta concreta chegou ao FGC ou às instituições financeiras que podem viabilizar o aporte.
Fonte: O Dia Online - 23/02/2026
Notícias
- 19/01/2026 Planilhas e apps gratuitos para controlar os gastos mensais
- Preço do etanol sobe em 19 estados, aponta ANP
- 10/02/2026 Como dinheiro do contribuinte pode acabar sendo usado para cobrir parte do rombo bilionário do Banco Master
- Como escolher um plano de previdência privada para sua idade e perfil
- 19/01/2026 Caixa começa a pagar Bolsa Família de janeiro nesta segunda-feira
- Defasagem da tabela do Imposto de Renda chega a 157% em 2025, calcula Sindifisco
- Nova regra da CNH derruba preços e faz autoescolas venderem pacotes por cerca de R$ 300
- Agência de turismo não poderá reter taxa de serviço após cancelamento de viagem
- FGC: dos 800 mil credores do Master, 569 mil pedidos de ressarcimento já foram registrados
- Focus: projeção de inflação para 2026 recua a 4,02%; PIB e dólar mantêm estabilidade
- Cuidado com golpes em falsos leilões, telefonemas, mensagens e sites
- O que vale mais a pena: comprar imóvel ou alugar e investir?
- Haddad defende que BC fiscalize fundos em vez da CVM em meio ao caso Master
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
