Dívida das famílias brasileiras atinge 27,2% da renda
Publicado em 20/05/2025
Esse aumento é resultado da combinação de juros elevados e inflação, que têm impactado de forma significativa as pessoas em situação de vulnerabilidade
Em fevereiro deste ano, a dívida das famílias brasileiras alcançou 27,2% da renda familiar, marcando o maior índice desde o início do programa Desenrola em 2023. Esse aumento é resultado da combinação de juros elevados e inflação, que têm impactado de forma significativa as famílias em situação de vulnerabilidade. Para enfrentar essa realidade, foi criado o Crédito do Trabalhador, que oferece empréstimos consignados com taxas de juros mais acessíveis.
A escalada da dívida se tornou mais evidente a partir de dezembro de 2024, quando a concessão de empréstimos começou a crescer. Em 12 meses, a taxa Selic subiu de 10,5% para 14,75%, forçando muitas famílias a optarem por modalidades de crédito mais onerosas, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Essa mudança no cenário financeiro tem gerado preocupações sobre a capacidade de pagamento das famílias.
A inflação, que se manteve em 5,53% nos últimos 12 meses, tem pressionado ainda mais o orçamento familiar, especialmente em categorias essenciais como alimentação e transporte. Muitas pessoas estão se endividando ainda mais para conseguir arcar com suas despesas fixas, o que agrava a situação financeira de diversas famílias.
Embora o programa Desenrola tenha sido inicialmente eficaz em reduzir o comprometimento da renda, a situação se complicou com o aumento das dívidas e a elevação das taxas de juros. Desde maio de 2024, cerca de 70% do crescimento no comprometimento da renda é atribuído à amortização de dívidas existentes e ao uso de crédito pessoal, refletindo um ciclo de endividamento crescente.
O Crédito do Trabalhador já liberou R$ 10,1 bilhões em empréstimos, com o objetivo de facilitar a transição de dívidas mais caras para opções com juros mais baixos.
Fonte: Jovem Pan - 19/05/2025
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