"Indústria está buscando alternativas para atrair o consumidor nesta Páscoa"
Publicado em 04/04/2025 , por José Albuquerque
A perspectiva de aumento de 2,3% no setor varejista no período na Páscoa, em comparação com 4,5% do ano passado, foi alguns dos temas debatidos no CB. Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília. Às jornalistas Sibele Negromonte e Mila Ferreira, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista/DF), Sebastião Abritta, destacou as novidades nos ovos de páscoa a fim de atrair os consumidores.
Quais são as expectativas do comércio para a Páscoa, que é tradicionalmente importante para o setor varejista?
É uma data relevante para o comércio. Nossa perspectiva é de um crescimento de 2,3%, em comparação com 4,5% no ano passado. Os insumos subiram bastante, mas as indústrias nem repassaram todo o aumento para tentar atingir esse crescimento. Por isso, estão buscando alternativas para atrair o consumidor nesta Páscoa.
E o que está sendo feito para atrair mais compradores?
As indústrias estão apostando nos colecionáveis dentro dos ovos, resgatando uma tendência da década de 1990. Há opções com personagens como Harry Potter, Bob Esponja e Patrulha Canina. Além disso, algumas marcas investem em recheios na casca, como morango, pistache, caramelo salgado e banana com canela. A ideia é inovar para atender diferentes gostos e atrair mais consumidores para essa data tão importante.
De que forma a alta de juros tem impactado outros setores do comércio varejista? Quais segmentos são mais afetados?
A alta de juros reduz o poder de compra do consumidor, o que é um grande desafio para o varejo. O crediário, por exemplo, fica mais caro, tornando-se inacessível para muitos. Setores que vendem a crédito, como eletrônicos e eletrodomésticos, são os mais afetados. O aumento da Selic impacta diretamente os custos do varejista para manter o estoque e repassar preços competitivos ao consumidor. O desafio é grande, mas o varejo já superou muitas dificuldades e seguirá se adaptando.
O on-line está cada vez mais forte. Como o setor está lidando com essa concorrência?
Orientamos nossos associados a criar suas plataformas de venda on-line, pois o hábito de compra mudou com a pandemia. O varejista deve explorar canais como Instagram, Facebook e WhatsApp, além de oferecer opções, como retirada na loja. Grandes plataformas chegaram ao Brasil com custos reduzidos, e o comércio precisa se adaptar para competir. Uma alternativa para o setor de moda, por exemplo, é investir em marca própria, garantindo exclusividade ao consumidor. É um caminho mais longo, mas que consolida o negócio.
A taxação das compras internacionais acima de US$ 50 já teve impacto no varejo?
Antes, compras de até US$ 50 eram isentas de imposto, o que tornava a competição desigual. O valor isento equivale a cerca de R$ 250, e, considerando o preço de custo em sites asiáticos, poderia chegar a R$ 750. Com a nova taxação de 20%, houve um equilíbrio no comércio, permitindo que lojas físicas continuem competitivas. O comércio local gera empregos e movimenta a economia. Defendemos que ou todos sejam isentos até um determinado valor ou que a cobrança seja igual para todos. Isso garante um cenário mais justo para o setor.
Como está a questão da mão de obra? Há muitas vagas, falta gente para trabalhar, o sindicato varejista oferece algum tipo de capacitação para quem quer atuar no setor?
Hoje, no sindicato varejista, temos um balcão de emprego, onde buscamos pessoas interessadas em trabalhar no varejo. Nossos associados nos informam as vagas disponíveis nas lojas da região, e procuramos encaminhar candidatos para essas oportunidades. Temos uma parceria com o Senac, que iniciou recentemente uma turma com 25 pessoas para um treinamento em atendimento ao cliente e técnicas de vendas. Estamos sempre firmando parcerias para minimizar essa dificuldade do varejista, que é a falta de mão de obra. Costumo dizer aos jovens que estão na faculdade que aproveitem a oportunidade de trabalhar no varejo. Isso facilita a comunicação, amplia suas habilidades de relacionamento interpessoal e permite vivenciar o funcionamento do setor. Mesmo que não sigam carreira na área, essa experiência pode despertar o espírito empreendedor e levá-los a abrir o próprio negócio. Com o tempo, essa experiência torna a comunicação mais natural e eficiente. O treinamento inicial, como o que o Senac realiza em parceria com o Sindivarejista, é muito importante para ensinar técnicas de venda, abordagem ao cliente e postura profissional.
Fonte: Correio Braziliense - 03/04/2025
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