Trump anuncia ''tarifaço'', incluindo taxa de 10% para o Brasil
Publicado em 03/04/2025 , por Marcia Bessa Martins
Presidente dos Estados Unidos anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros; confira a relação das alíquotas para os outros países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quarta-feira (2), um “tarifaço” global, elevando os impostos de importação nos Estados Unidos, incluindo 10% de alíquota para o Brasil. O ato de assinatura do decreto que institui o "tarifaço" reuniu autoridades e jornalistas no Rose Garden da Casa Branca.
""Em alguns momentos, assinarei uma ordem executiva histórica instituindo tarifas recíprocas em países por todo o mundo. Recíprocas: isso significa que eles fazem isso conosco e nós fazemos isso com eles. Muito simples. Não tem como ser mais simples do que isso", declarou o presidente Trump, aos jornalistas e autoridades presentes no ato.
"Vamos fazer nosso país rico novamente. Hoje é um dia histórico, é a nossa declaração de independência econômica ", afirmou.
Enquanto fazia seus comentários, Trump ergueu uma cópia de um relatório do governo intitulado "Barreiras ao Comércio Exterior", estampado com o selo presidencial.
Trump também leu uma tabela de países e tarifas, na qual consta 10% de taxa para produtos brasileiros.
Além do Brasil, ele também deu exemplos das taxas que os EUA cobrarão de outros países, entre eles 34% para os produtos importados da China e 20% para a União Europeia.
Veja a relação completa das tarifas recíprocas divulgada pela Casa Branca:
- Brasil aplica 10%, vai receber em troca 10%
- China aplica 67%, vai receber em troca 34%
- União Europeia aplica 39%, vai receber em troca 20%
- Vietnã aplica 90%, vai receber em troca 46%
- Taiwan aplica 64%, vai receber em troca 32%
- Japão aplica 46%, vai receber em troca 24%
- Índia aplica 52%, vai receber em troca 26%
- Coreia do Sul aplica 50%, vai receber em troca 25%
- Tailândia aplica 72%, vai receber em troca 36%
- Suíça aplica 61%, vai receber em troca 31%
- Indonésia aplica 64%, vai receber em troca 32%
- Malásia aplica 47%, vai receber em troca 24%
- Cambodja aplica 97%, vai receber em troca 49%
- Reino Unido aplica 10%, vai receber em troca 10%
- África do Sul aplica 60%, vai receber em troca 30%
- Bangladesh aplica 74%, vai receber em troca 37%
- Singapura aplica 10%, vai receber em troca 10%
- Israel aplica 33%, vai receber em troca 17%
- Filipinas aplica 34%, vai receber em troca 17%
- Chile aplica 10%, vai receber em troca 10%
- Austrália aplica 10%, vai receber em troca 10%
- Paquistão aplica 58%, vai receber em troca 29%
- Turquia aplica 10%, vai receber em troca 10%
- Sri Lanka aplica 88%, vai receber em troca 44%
- Colômbia aplica 10%, vai receber em troca 10%
Tarifas recíprocas
Chamado de tarifaço, as tarifas recíprocas foram anunciadas logo após a posse de Trump, em 20 de janeiro.
Em fevereiro, Trump anunciou a cobrança de algumas tarifas, mas não especificou as alíquotas ou cálculos. Na última semana, ele afirmou que incluiria todos os países nas tarifas e que estaria aberto a fazer acordos.
Na ocasião, ao afirmar que estudaria a implementação do mecanismo, Trump acusou o Brasil de taxar injustamente o etanol que entra no país.
Até hoje, o principal impacto da gestão Trump para o Brasil veio da decisão de começar a aplicar, em 12 de março, uma taxa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio.
A expectativa do mercado global era muito grande em relação a esse anúncio, principalmente porque o presidente americano passou a chamar esse 2 de abril de "dia da libertação". Segundo ele, a conjunto de taxas libertará os Estados Unidos de produtos estrangeiros.
De acordo com a Casa Branca, as novas tarifas entrarão em vigor imediatamente.
Conforme anunciado, a partir desta quinta-feira (3), os Estados Unidos também adotarão uma tarifa adicional de 25% sobre os automóveis e autopeças fabricados no exterior. Teoricamente, haverá uma exceção: os veículos montados no México ou Canadá serão submetidos a um imposto de 25% somente sobre a parte das peças que não procedem dos Estados Unidos.
Mobilização no Brasil
Se adiantando ao que poderia ser anunciado por Donald Trump, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na véspera, terça-feira (1), o projeto de lei que permite ao governo brasileiro retaliar medidas comerciais que prejudiquem os produtos do país no mercado internacional.
Entre outras ações, o texto aprovado autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao governo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.
A aprovação na CAE do Senado foi unânime e de caráter terminativo. O projeto seguiu direto para análise da Câmara dos Deputados e entrou na pauta para votação na sessão desta querta-feira.
Fonte: economia.ig - 02/04/2025
Notícias
- 03/04/2025 Amazon apresenta proposta para comprar TikTok em meio à crise com os EUA
- Vivo é multada R$ 6 mil por exigir CPF de clientes em MG
- Produção industrial registrou quinto mês consecutivo sem crescimento, aponta IBGE
- Galípolo anuncia uso de Pix como garantia de empréstimos
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)