Copom diz em ata que piora na expectativa de inflação requer juros altos por mais tempo
Publicado em 26/03/2025
Após elevar a taxa Selic de 13,25% para 14,25%, comitê sinalizou novos aumentos nas próximas reuniões; BC também expressou preocupações em relação à política fiscal expansionista do governo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil alertou sobre a deterioração das expectativas para o futuro, o que dificulta a aproximação da inflação à meta estabelecida. Em ata divulgada, o comitê enfatizou que a elevação das projeções de inflação torna o cenário econômico mais complicado, exigindo uma política monetária mais restritiva para alcançar os objetivos inflacionários. De acordo com o boletim Focus, as previsões indicam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve encerrar 2026 próximo ao limite superior da meta, que é de 4,5%. Para os anos seguintes, as expectativas são de 4% para 2027 e 3,78% em 2028. A meta central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Na última reunião, o Copom decidiu elevar a taxa Selic de 13,25% para 14,25% ao ano, sinalizando que novos aumentos são esperados nas próximas reuniões. O comitê deixou claro que o ciclo de alta das taxas de juros ainda não chegou ao fim, prevendo que o próximo ajuste será de menor intensidade. Embora o comitê tenha notado uma leve desaceleração no crescimento da economia, o mercado de trabalho permanece robusto. O setor de crédito, por sua vez, continua ativo, mas uma recente desaceleração foi observada, atribuída ao aumento da taxa de juros e à diminuição do apetite por risco entre os investidores.
O comitê também expressou preocupações em relação à política fiscal expansionista do governo, ressaltando a importância de uma coordenação eficaz entre as políticas fiscal e monetária. A falta de progresso nas reformas estruturais e as incertezas em torno da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra, o que teria um impacto negativo sobre a condução da política de juros no país.
Fonte: Jovem Pan - 25/03/2025
Notícias
- 02/04/2025 Caixa emprestou mais de R$ 500 milhões no consignado privado até esta segunda-feira
- Empresa do setor de óleo e gás anuncia programa de estágio
- Dino manda Estados e municípios prestarem contas sobre emendas Pix e alerta sobre novo bloqueio
- Anvisa faz alerta sobre tentativa de golpe com e-mail falso
- MPF denuncia 13 ex-executivos da Americanas por fraudes de R$ 25 bilhões
- Novas regras para emissão de notas fiscais por MEIs começam a valer nesta terça
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)