70% dos acordos ficam abaixo da inflação e trabalhadores ficam com salário menor
Publicado em 12/04/2021
Dados do Dieese mostram que os reajustes salarias não estão repondo a alta da inflação
Mais de 70% dos acordos de negociações salariais fechados em fevereiro deste ano tiveram reajuste abaixo da inflação , de acordo com dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese ) e divulgados pela Folha de S. Paulo. Dados preliminares mostram que a situação se manteve em março.
Se os reajustes ficam abaixo da inflação, na prática, o salário está encolhendo. Isso porque com a alta nos preços , sobretudo de alimentos, energia elétrica e transportes, o poder de compra do trabalhador fica menor. Em fevereiro, os salários perderam, em média 0,55%.
Somando aos cortes de salários do ano passado, a renda do trabalhador brasileiro está bastante prejudicada. Entre abril e dezembro de 2020, 9,8 milhões de empregados participaram do programa de manutenção do emprego, que cortou salários e jornadas, segundo o Ministério da Economia .
O índice mais utilizado para negociações salariais é o INPC que, nos últimos 12 meses, avançou 6,94%. Já a inflação , medida pelo IPCA , subiu 6,10% no mesmo período. Mesmo o INPC estando acima do IPCA, os acordos não têm conseguido alcançá-lo. Uma análise do Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), estima que 74% dos acordos ficaram abaixo do INPC em fevereiro.
Luís Ribeiro, responsável pelo Sistema de Acompanhamento de Informações Sindicais do Dieese, avalia à Folha que a pandemia de Covid-19 prejudica as negociações dos trabalhadores. "A inflação alta é uma questão, mas com o quadro atual o pessoal está priorizando [nas negociações] outras discussões, como garantia de emprego e as questões sanitárias".
Fonte: economia.ig - 10/04/2021
Notícias
- 26/11/2024 IPCA-15 sobe 0,62% em novembro, aponta IBGE
- Carrefour: entenda o caso e o que está em jogo
- Como evitar as compras por impulso e os gastos exagerados no Natal e fim de ano? Veja dicas
- Black Friday: Procon-SP já registrou mais de mil reclamações
- Economia do pente fino nos benefícios do INSS neste ano caiu para R$ 5,5 bi, diz Clayto Montes
- Novos processos seletivos do SEST SENAT oferecem vagas em diversas cidades
- Uber é condenado a indenizar passageira por acidente causado durante a viagem
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)