Caixa quer ajuda dos Correios para cadastramento do auxílio emergencial
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Caixa quer ajuda dos Correios para cadastramento do auxílio emergencial

Publicado em 12/05/2020

Objetivo é facilitar acesso ao dinheiro de pessoas de baixa renda que ainda não conseguiram usar o sistema do banco

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que quer a ajuda dos Correios, principalmente no cadastramento de pessoas de baixa que ainda não conseguiram acessar o sistema da Caixa (aplicativo e site) para requerer o auxílio emergencial. O pagamento continuará sendo realizado pelo banco. O Ministério da Cidadania deve anunciar os detalhes do convênio nessa terça-feira (12).

 

A Caixa vai receber R$ 82 milhões da União para pagar o auxílio a informais. O banco foi contratado pelo Ministério da Cidadania, sem licitação. Assinado em 8 de abril, o contrato tem vigência de nove meses. Durante audiência pública no Congresso, nesta segunda-feira (11), Guimarães explicou que o banco está cobrando R$ 0,80 por operação relacionada ao auxílio.

Ele foi convidado para explicar o problema das filas nas agências, concessão do benefício a quem não precisa e atraso no pagamento. Guimarães respondeu que a Caixa não é responsável pela análise dos requerimentos e que perguntas referentes ao perfil dos beneficiados devem ser direcionadas à Dataprev.

Ele disse ainda que o cronograma da segunda parcela, a ser anunciado em breve, será organizado de forma diferente, para evitar concentração. As datas de pagamento também serão mais espaçadas.

Ainda há um universo de 17 milhões de pessoas que fizeram o requerimento e estão à espera do dinheiro. Guimarães afirmou que até hoje deverá receber da Dataprev mais um lote de análises. Os pagamentos restantes deverão ser feitos ainda nesta semana.

A Caixa pretende ampliar o pagamento em conta poupança digital para todos os programas de governo. Foram abertas mais de 20 milhões desse tipo de conta para creditar o auxílio emergencial e o plano prevê a abertura entre 40 milhões e 45 milhões, segundo Pedro Guimarães.

 

Fonte: economia.ig - 11/05/2020

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