Com juros em 118% ao mês, saída é pesquisar taxas mais em conta
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Com juros em 118% ao mês, saída é pesquisar taxas mais em conta

Publicado em 18/07/2019 , por Larissa Esposito e Marina Cardoso

Confira como cliente bancário deve proceder para fazer a portabilidade entre as instituições financeiras 

Rio - As taxas de juros para pessoa física atingiram 118% ao ano em junho, de acordo com dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O número afeta linhas como cheque especial e cartão de crédito. No caso de pessoas jurídicas, os índices chegaram a 49,19% ao ano. Diante desse quadro, a saída para quem tem dívidas em bancos é pesquisar, analisar os patamares mais atrativos e tentar fazer a portabilidade do débito entre as instituições financeiras.

O DIA mostra os juros cobrados pelos bancos correspondentes ao período entre 26 de junho e o dia 2 deste mês. (Confira os valores abaixo). É possível fazer a consulta por meio do site do Banco Central (www.bcb.gov.br).

O objetivo é evitar que os juros altos tornem os débitos complicadores para o orçamento doméstico, já que o número de famílias endividadas no país aumentou em junho deste ano. Foi o maior registro desde julho de 2013: 21,1% afirmaram que mais da metade da renda mensal está comprometida com o pagamento de dívidas. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).  

"Depois de pesquisar, basta o consumidor ligar para o banco que deseja fazer a portabilidade, falar com o gerente e explicar a situação. Se a instituição aceitar a proposta, fará a troca necessário com o Banco Central", explicou o especialista em Finanças e Educador Financeiro, Washington Mendes. "O banco escolhido para migrar a dívida deve ter taxas menores para, assim, alterar e diminuir o valor das parcelas. Quanto ao tempo do pagamento, vai depender do saldo total".

Ao fazer a portabilidade para um banco que não seja cliente, o consumidor poderá ter cobrança de tarifas e custos. De uma forma ou de outra, é necessário verificar todas as condições dos contratos e os valores para julgar se a troca é vantajosa e se vale a pena.

Caso tenha alguma dificuldade ou dúvida durante os processos, os clientes devem procurar a ouvidoria do banco credor ou recorrer ao Banco Central.

O aumento das taxas reflete o desemprego alto, a inadimplência elevada e a economia do país que não cresce. "Espera-se que a queda nos juros para pessoa física venha com a redução da taxa Selic (taxa básica da economia hoje em 6,5% ao ano) e mais dinheiro no cenário econômico", disse o diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro.

Segundo a pesquisa da Anefac, as taxas para pessoas físicas subiram 0,60% em junho. O levantamento mostra ainda que os juros eram de 87,97% em 2013, pulando para 118% neste ano.

Taxas de juros dos bancos

Para mostrar aos consumidores as taxas de juros praticadas pelos bancos e as instituições que apresentam os menores valores, O DIA pesquisou pelo site do Banco Central as taxas encontradas no período entre o dia 26 do mês passado e dia 2 deste mês.

Em relação ao rotativo do cartão de crédito, no Banco Bradesco, a taxa de juros para pessoa física é de 7,78% ( a.m.), no Banco do Brasil é de 9,56% e na Caixa Econômica Federal o número chega a 10,64%. Enquanto o Itaú Unibanco e Santander representam 10,69% e 11,36%, respectivamente.

Sobre o cheque especial, o Santander, BB e Itaú apresentam as maiores taxas. Os valores chegam 14,69% (a.m.), 12,63% e 12,38%, respectivamente. A instituição financeira Bradesco registra 11,98% e Caixa 11,95%. Já o crédito pessoal consignado INSS, as taxas foram as seguintes: Caixa Econômica 1,70% (a.m.), Bradesco 1,74%, Santander 1,90%, Banco do Brasil 1,91% e Itaú Unibanco 1,97%. 

Como consultar as taxas de juros dos bancos?

O consumidor deve acessar a página do Banco Central, no link https://www.bcb.gov.br/. Para encontrar as taxas de juros, é necessária clicar na aba 'Estatísticas' e depois em 'Taxas de Juros'.

Ao entrar na página, o consumidor consiga encontrar as taxas existentes para pessoa física e também para jurídica.

Há taxas de cartão de crédito rotativo e parcelado, cheque especial, crédito pessoal consignado INSS, entre outros.

Fonte: O Dia Online - 17/07/2019

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