Gasolina nas refinarias atinge o menor valor em quase oito meses
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Gasolina nas refinarias atinge o menor valor em quase oito meses

Publicado em 12/11/2018 , por Nicola Pamplona

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Nos postos de gasolina, valor é 1,08%, ou R$ 0,05, menor do que o da semana anterior

Com o petróleo negociado na casa dos US$ 70 (cerca de R$ 260) pela primeira vez desde abril, o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras atingirá, neste sábado (10), o menor valor em quase oito meses.

Nesta sexta (9), a Petrobras anunciou o décimo quarto corte seguido no preço do combustível, que será vendido por suas refinarias por R$ 1,6734 por litro a partir de sábado. O recuo, porém, ainda se reflete de forma tímida nas bombas.

Em valores corrigidos, a última vez em que a gasolina esteve neste patamar foi no dia 22 de março.

Depois, iniciou um ciclo de alta até bater o recorde de R$ 2,26, também corrigido pela inflação, no dia 14 de setembro.

Além da queda do petróleo, os cortes no preço da gasolina respondem à retração na taxa de câmbio, que também atingiu patamares históricos em meados de setembro, diante de incertezas com relação ao cenário eleitoral. 

No dia 14 de setembro, quando o preço da gasolina bateu recorde, um barril de petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, custava R$ 328, considerando a cotação do dólar na época. Nesta sexta, fechou a R$ 261, com o dólar atual.

Diante da escalada das cotações, a Petrobras havia anunciado uma semana antes a possibilidade de segurar reajustes por até 15 dias, usando mecanismos de proteção no mercado financeiro para se proteger das volatilidades internacionais.

O dólar começou a cair no fim de setembro e o petróleo, no início de outubro. Desde o dia 19 de setembro, quando foi iniciado o atual ciclo de redução, a gasolina nas refinarias está 25% mais barata. 

Com relação ao fim de 2017, a queda é de 5,1%, também considerando a inflação do período.

O recuo levou analistas a projetar alívio na inflação de novembro, após o repique inflacionário de outubro, quando o IPCA, o índice oficial usado pelo governo, atingiu 0,45%, o maior para o mês desde 2015.

"Em que pese o impacto grande dos combustíveis na inflação, já se apresenta um processo de redução nos preços, movimento que iniciou no último mês e deve continuar", diz Lucas Nobrega Augusto, economista do banco Santander.

Somado ao custo menor da bandeira tarifária cobrada na conta de luz —que caiu de R$ 5 para R$ 1 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos— já há quem veja chances, inclusive, de uma rara deflação no mês.

Preço nos postos de gasolina

Nas bombas, porém, o repasse ainda é pequeno. De acordo com a pesquisa de da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o litro da gasolina foi, em média, a R$ 4,658 esta semana.

O valor é 1,08%, ou R$ 0,05, menor do que o verificado na semana anterior. Em quatro semanas, a queda acumulada é de apenas 1,41%, ou R$ 0,06 por litro. Os postos alegam que os repasses não ocorrem na mesma velocidade, pois há outros custos no preço final, como impostos e o percentual de etanol.

O preço da Petrobras, diz a Fecombustíveis (federação que representa os donos de postos) representa apenas um terço do valor final. A estatal vende o combustível a distribuidoras, que misturam o etanol e revendem aos postos.

“Como os postos não podem comprar das refinarias, eles só conseguem diminuir os preços quando as companhias distribuidoras eventualmente o reduzem”, afirma, em nota, a entidade.

Fonte: Folha Online - 09/11/2018

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