Crédito consignado tem os juros mais baixos. Veja prós e contras
Publicado em 26/10/2017 , por Regina Pitoscia
Não precisa fazer conta, o crédito consignado é um dos mais baratos do mercado, quer dizer, o que cobra a taxa de juro mais baixa.
Mas nem todo mundo tem acesso a ele, é preciso receber os rendimentos como aposentadoria, salário ou vencimentos, por meio de folha de pagamento enviada ao banco com crédito em conta corrente. Assim, o desconto de cada mensalidade poderá ser feito antes mesmo que o dinheiro chegue à mão de quem levantou o empréstimo. Como o risco de calote é praticamente zero, os juros podem ser mais baixos.
Para empréstimos concedidos a aposentados e pensionistas da Previdência Social e servidores públicos federais há um teto para os juros. No fim de setembro, a Portaria nº 309, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, no Diário Oficial da União, fixou a taxa máxima em 2,05% ao mês ou 27,57% ao ano para o funcionalismo público federal.
Já para os aposentados, o limite aprovado para os juros pelo Conselho Nacional da Previdência, no dia 28 de setembro, foi de 2,08% ao mês ou 28,02% ao ano.
No site do Banco Central, as taxas informadas pelas cinco maiores instituições financeiras do País, no período de 3 a 9 de outubro, foram as seguintes:
Perceba que para o funcionalismo público, as taxas já estão abaixo de 2% ao mês, em quatro dos bancos, portanto, abaixo do teto de 2,05%. Apenas o Itaú permaneceu com juros acima desse nível.
Trata-se de juros bem mais camaradas dos que estão sendo cobrados no cheque especial, acima de 12% ao mês ou de 300% ao ano, ou do rotativo do cartão de crédito, que gira em torno de 10% ao mês ou 214% ao ano. E até mesmo do crédito pessoal que tem os juros na casa dos 4% ao mês ou 60% ao ano.
Por isso, vale a pena levantar um consignado para a cobertura de compromissos e, principalmente, para quitar essas dívidas mais caras. Não por acaso, o total de dinheiro emprestado pelo crédito consignado cresceu 48% no primeiro semestre deste ano e alcançou a marca de R$ 62 bilhões.
Prós e contras
O limite de prazo de financiamento é de 72 meses, ou de 6 anos, para aposentados, e de 96 meses, ou 8 anos, para os servidores. E aí convém considerar que quanto maior o prazo, menor tende a ser o valor da prestação.
Mas essas condições merecem uma análise cuidadosa. Se isso é uma facilidade inicial não se deve esquecer que a renda estará comprometida pelas prestações durante todo o tempo que durar o financiamento. Ou seja, antes de fechar o contrato é preciso verificar se será possível viver com um rendimento menor.
Outro ponto importante: dependendo do prazo, o total a ser pago pode representar um valor bem mais alto do que o valor financiado, às vezes o dobro do que foi retirado.
Esta semana o INSS alterou de seis para nove o número de empréstimos consignados que o segurado pode levantar na rede bancária. Mas foi mantido o limite de 30% do comprometimento de renda com essa linha de crédito, e mais 5% para cobertura de gastos com o cartão de crédito.
Por exemplo, um segurado que tenha um benefício de R$ 2,5 mil poderá ter empréstimos consignados que gerem prestações de, no máximo, R$ 875.
Empregados
Também pode recorrer ao consignado quem for empregado de empresas e receber o salário em conta corrente. Nesse caso, não há limite para os juros, mas, ainda assim, os juros são bem inferiores aos de outras modalidades de crédito.
Fonte: Estadão - 25/10/2017
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