Juro do cartão de crédito rotativo sobe de novo em julho para cerca de 400% ao ano
Publicado em 25/08/2017 , por Alexandro Martello
Pronto para ler a matéria.
Apesar de queda da taxa Selic, juro médio cobrado pelos bancos também subiu em agosto. Em um cenário de inadimplência estável, 'spread' das operações avançou.
A taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas avançou pelo segundo mês seguido em julho, quando atingiu a marca de 399,1% ao ano, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira (24). No mês anterior, o juro do cartão rotativo estava em 380,8% ao ano.
A taxa avançou apesar das novas regras para o cartão de crédito. Julho foi o quarto mês de vigência destas normas, pelas quais o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado. Entenda a regra aqui.[GOOGLE_ADSENSE]
Veja vídeo sobre as mudanças no rotativo
Já os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial registraram pequena queda, passando de 322,6% ao ano, em junho, para 321,3% ao ano, em julho.
A modalidade de crédito do cartão rotativo, e também do cheque especial, de acordo com especialistas, só deve ser utilizada em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo, devido ao seu alto custo.
Juro bancário médio sobe
A taxa média de juros das operações de crédito das instituições financeiras, com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) avançou 0,4 ponto percentual em julho nas operações com pessoas físicas, para 63,8% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
Também subiu, em julho, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 46,6% ao ano, contra 46,2% ao ano em junho.
No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 25,3% ao ano em julho, com alta de 0,5 ponto percentual na comparação com o mês anterior (24,8% ao ano).
A alta dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada "taxa de captação" dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.[GOOGLE_ADSENSE]
Em sua última reunião, realizada no fim de julho, Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 10,25% para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido nos juros básicos da economia.
'Spread' bancário
O chamado "spread bancário" - ou seja, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes - cresceu em julho para 37,6 pontos percentuais, contra 36,6 pontos percentuais em junho.
No caso das operações com pessoas físicas, o "spread" avançou de 53,6 pontos percentuais em junho para 54,5 pontos percentuais em julho deste ano. Esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países.
O "spread" é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.
Dados do BC mostram que os quatro maiores conglomerados bancários - Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal - detinham, no fim de 2016, 78,99% de todas as operações de crédito feitas por instituições financeiras no país e também 78,48% dos depósitos.
Taxa de inadimplência
Dados do Banco Central mostram que a taxa de inadimplência ficou estável em julho deste ano. No mês passado, a taxa de inadimplência geral, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), pemaneceu inalterada em 5,6%.
Considerando a inadimplência com recursos livres para pessoas físicas, porém, houve recuo no mês passado, de 5,8% em junho para 5,7%. No caso das operações com empresas, a taxa de inadimplência subiu de 5,3% em junho para 5,5% em julho.
Fonte: G1 - 24/08/2017
Notícias
- 09/08/2026 Endividamento recorde e juro elevado preocupam setores da economia
- CEO do Assaí alerta para bets e juros: 'Não era para estarmos nesse nível de endividamento'
- Taxa das blusinhas: se medida provisória não for aprovada, taxação volta no começo de setembro
- Inadimplência no consignado de servidores cai, enquanto a de trabalhadores privados sobe
- Efeito rebote do endividamento recorde pode levar à ressaca da economia em 2027
- STF deve retomar até novembro julgamento sobre bets e jogos de azar
- Força-tarefa evita prejuízo de R$ 30,2 milhões em fraudes contra o INSS em 2026
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
