Queda nos preços aumenta faturamento do e-commerce no 1º semestre, mas cai oferta de frete grátis
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Queda nos preços aumenta faturamento do e-commerce no 1º semestre, mas cai oferta de frete grátis

Publicado em 25/08/2017

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O e-commerce faturou R$ 21 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 7,5% ante mesmo período de 2016.

O e-commerce faturou R$ 21 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 7,5% ante mesmo período de 2016, quando foram R$ 19,6 bilhões. O número de pedidos aumentou 3,9%, de 48,5 milhões para 50,3 milhões, e o tíquete médio registrou expansão de 3,5%, passando de R$ 403 para R$ 418. Os números são do relatório Webshoppers 36, divulgado na quarta-feira (23) pela Ebit, empresa de informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

Segundo o levantamento, uma das principais causas para o aumento dos pedidos foi a queda dos preços dos produtos comercializados online. O Índice Fipe Buscapé, que monitora a evolução dos valores cobrados no e-commerce, aponta para deflação de 5,38% nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2017.[GOOGLE_ADSENSE]

De acordo com Pedro Guasti, diretor executivo da Ebit, a economia brasileira deu seus primeiros sinais de reação na primeira metade de 2017, e isso refletiu positivamente no e-commerce. "No primeiro semestre de 2016, no auge da crise política e econômica, o número de pedidos registrou queda pela primeira vez na história, retraindo 1,8%. Nos primeiros seis meses deste ano, além da recuperação do crescimento, o e-commerce ultrapassou pela primeira vez a barreira de 50 milhões de pedidos", afirmou.

Queda no frete grátis

As empresas de e-commerce reduziram a oferta de frete grátis. Dados do relatório Webshoppers 36 apontam que, para o mercado em geral, houve uma redução de 42% para 38% no 2º trimestre deste ano se comparado com o mesmo período de 2016. Levando-se em conta apenas os dez maiores players, esse percentual reduz de 26%, para 18% do mesmo período do ano passado.

"O mercado definitivamente tem procurado manter o posicionamento na oferta de frete gratuito apenas para algumas categorias mais específicas de mercado ou quando o consumidor não tem urgência para receber o produto. Dessa forma, pode aguardar por um tempo maior de entrega ou ainda retirar os produtos em alguma loja física", explica André Dias, chefe executivo de operações da Ebit.[GOOGLE_ADSENSE]

Crescem nº de compradores e vendas por smartphone

O número de e-consumidores ativos registrou expansão de 10,3% no período, para 25,5 milhões. Para esse levantamento, a Ebit considera os consumidores que fizeram pelo menos uma compra no e-commerce no primeiro semestre de 2017.

O crescimento das vendas via smartphones e dispositivos móveis em patamares bem acima da média do mercado também foi um dos destaques do relatório Webshoppers 36. A expansão registrada no primeiro semestre de 2017 foi de 35,9% – nove vezes maior do que o volume de pedidos do mercado – registrando um share de 24,6% de todas as vendas do mercado.

"O que mais impressiona é o crescimento de 56,2% de volume financeiro. Esse movimento deve-se à aproximação do valor do tíquete médio de compras via dispositivos móveis, que registrou aumento de 14,9% no período, se comparado ao mercado como um todo", aponta André Dias.

Expectativas

Para o segundo semestre a perspectiva é que as três grandes datas do calendário do varejo – Dia das Crianças, Natal e, principalmente, Black Friday – impulsionem as vendas. Para este semestre, a Ebit espera um crescimento de 12% a 15%. Levando em conta os números deste primeiro semestre e a estimativa para o segundo, a Ebit prevê que o mercado volte a registar expansão de dois dígitos, atualizando para 10% a perspectiva de crescimento do mercado no acumulado do ano.[GOOGLE_ADSENSE]

Desempenho das categorias por nº de pedidos no 1º semestre de 2017:

        Moda e acessórios14,8%
        Saúde, cosméticos e perfumaria12,2%
        Casa e decoração10,6%
        Eletrodomésticos10,3%
        Telefonia / celulares 9,5%
        Livros / apostilas e assinaturas 8,5%
        Esporte e lazer 6,1%
        Informática 4,8%
        Alimentos e bebidas 4,6%
        Eletrônicos 3,5%

Desempenho das categorias por faturamento no 1º semestre de 2017:

        Telefonia / celulares22,3%
        Eletrodomésticos18,8%
        Eletrônicos9,6%
        Informática9,2%
        Casa e decoração8,3%
        Moda e acessórios6,4%
        Saúde cosméticos e perfumaria4,8%
        Esporte e lazer3,8%
        Alimentos e bebidas2,4%
        Acessórios automotivos 2,3%

Digital Commerce

O relatório Webshoppers 36 traz um estudo inédito sobre o Digital Commerce, que agrega venda de produtos novos e usados de empresas para consumidores e de consumidores para consumidores, além de serviços (turismo e ingressos). Esse mercado movimentou R$ 93,5 bilhões no ano passado. De 2012 a 2016, o Digital Commerce apresentou crescimento nominal de 88% com crescimento médio anual de 17%.

Fonte: G1 - 24/08/2017

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