Cartões: Quanto maior o número, mais díficil administrar
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Cartões: Quanto maior o número, mais díficil administrar

Apesar de os brasileiros apreciarem carregar uma carteira recheada de cartões, especialistas alertam sobre os perigos da manutenção de vários tipos de dinheiro de plástico. Quanto menor for o número de cartões, mais qualificada será a administração dos gastos. Caso contrário, o usuário precisará manter um controle, anotando item por item em uma planilha as compras feitas em cada um dos cartões.

- O ideal é efetuar pagamentos de valores pequenos com cartões de débito e, de compras mais elevadas com cartões de crédito, especialmente se houver a oferta de benefícios extras, como milhagens em viagens de companhias aéreas - recomenda Alfredo Meneghetti Neto, economista da Fundação de Economia e Estatística e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

A quitação de valores menores com cartões de débito, justifica, não requer acompanhamento, porque entra direto na conta corrente. Os cartões de débito, diz Meneghetti, são indicados aos adolescentes e aposentados, porque permitem um melhor controle, principalmente de quem ganha pouco. Quanto aos de crédito, o especialista lembra que os juros do rotativo superam 10% ao mês.

Quando utilizados de forma criteriosa, avalia o consultor financeiro Nilton d'Avila Farinati, cartões de crédito se constituem em importante ferramenta para o planejamento e controle das finanças pessoais. Mas existe a tentação do ingresso em círculo vicioso. Compras sem controle e com diversos cartões facilmente provocam o endividamento do usuário, que terá de buscar um imediato refinanciamento para evitar uma prolongada crise financeira.

- A chegada das faturas pode surpreender os clientes, que, dependendo dos gastos, tendem até a perder o controle da situação - reitera.

Dicas estratégicas:

> Procurar concentrar as operações em apenas um ou dois cartões de crédito;

> O critério facilita o controle de gastos e reduz despesas de manutenção;

> A tendência dos consumidores é de ter mais cartões do que realmente necessitam;

> Manter um controle rígido das despesas efetuadas com cartões de crédito porque o dinheiro de plástico dá a falsa sensação de que podemos gastar mais;

> Pesquisar e avaliar serviços e vantagens oferecidas pelos diferentes cartões, como seguros pessoais, assistência médica em viagens e programas de milhagem, entre outros;

> Optar pelo cartão mais adequado ao seu perfil de consumo. Por exemplo, quem não costuma viajar ao Exterior não necessita de um cartão internacional, que tem anuidade mais cara que os nacionais;

> Só utilizar o cartão de crédito até o valor que você poderá pagar na data do vencimento da fatura, pois os juros cobrados estão entre os mais caros do mercado;

> Escolher como dia do vencimento das faturas uma data logo após o recebimento do salário ou outra principal fonte de renda;


Fonte: Nilton d'Avila Farinati, consultor financeiro e integrante do Instituto Nacional de Investidores

Fonte: Jornal Zero Hora, 24 de dezembro de 2006

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