Mensalidades de faculdades particulares sobem acima da inflação, diz pesquisa
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Mensalidades de faculdades particulares sobem acima da inflação, diz pesquisa

Publicado em 19/10/2018

Relatório mostra que na modalidade presencial os cursos tiveram um aumento de 6,3%. Comparação é feita pela tabela de preço dos cursos nos últimos 12 meses.

Um levantamento feito pelo Panorama do Ensino Superior Privado, mostra que os preços das mensalidades de faculdades particulares estão mais altos. Na modalidade presencial, o aumento é de 6,3% e no ensino à distância (EaD), 7,7%. De acordo com a pesquisa Índice Nacional de Preços de Mensalidades - Quero Bolsa (INPM-QB), os valores estão acima da inflação, que é de 1,8%.

A pesquisa também aponta que esta foi a primeira alta superior ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde 2016.

Para realizar o balanço, foram mapeadas mais de 1.300 Instituições de Ensino Superior (IES), o que representa mais de 80% do mercado nacional, levando em consideração o preço de tabela dos cursos, antes de qualquer desconto, no acumulado de 12 meses terminados em maio de 2018. Os dados são do Índice Nacional de Preços de Mensalidades - Quero Bolsa (INPM-QB), que calcula a inflação do setor.

"Em cenários de melhora na economia e recuperação da demanda, é comum que as Instituições de Ensino busquem explorar um aumento nos preços das mensalidades", afirma Pedro Balerine, diretor de Inteligência da Quero Educação.

Entre as mensalidades separadas por categorias de cursos, as áreas de Ciências Sociais, Matemática, Computação e Pedagogia e Licenciaturas registraram inflação nominal acima de 10% na modalidade presencial. Já as áreas de Engenharia, Produção e Construção apresentaram um aumento de 10% na modalidade EaD.

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Segundo a pesquisa, a evasão é consequência da crise econômica que o Brasil sofreu a partir daquele ano e, no caso específico da educação presencial, por causa da redução nos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no fim de 2014.

"Trata-se de um público cujos estudos são financiados por outra pessoa, como um familiar. Essa parcela de estudantes consegue focar mais nos estudos e não se preocupar se vai conseguir bancá-los", explica Pedro Balerine.

Fonte: G1 - 18/10/2018

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