Melhor forma de lidar com cheque especial é não usar
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Melhor forma de lidar com cheque especial é não usar

Publicado em 12/07/2018 , por Maria Inês Dolci

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Novas medidas são positivas, mas nada substitui o planejamento financeiro

São positivas as medidas que entraram em vigor no último dia 1º de julho relativas ao cheque especial, aquele limite pré-aprovado que o correntista pode usar se o saldo em conta-corrente for negativo.

O banco vai avisar quando o cliente entrar no cheque especial e, se a dívida exceder 15% do limite por 30 dias, oferecerá outro produto de crédito com juros menores e pagamento parcelado. Além disso, no extrato sempre deverá aparecer o valor do saldo separado do limite do crédito.

Nada substitui, contudo, o planejamento financeiro pessoal e familiar. Ou seja, a velha fórmula de não gastar mais do que se ganha. Aliás, isso deveria ser ensinado na escola, pois 58,6% das famílias brasileiras tinham ao menos uma dívida em junho deste ano.

A maioria delas com o cartão de crédito, usado erroneamente para o financiamento de compras, quando deveria ser somente dinheiro de plástico. Ou seja, facilitador para evitar o manuseio de dinheiro em espécie e unificar a data dos pagamentos.

A propósito, um dos maiores bancos que atuam no Brasil está fazendo campanha sobre prazo de dez dias sem juros no cheque especial para todos os clientes. Salienta na propaganda que seus concorrentes não falam que cheque especial foi feito para emergências.

Eu diria mais, aproveitando o mote: cheque especial e rotativo do cartão de crédito são dois dos caminhos mais rápidos para o superendividamento. Dão-nos a sensação de poder quase ilimitado de compra e nos fazem esquecer nossas limitações financeiras.

Recomenda-se a quem tenha problemas com a ingestão de bebida alcoólica que se torne abstêmio. Da mesma forma, quem estoura o orçamento frequentemente deveria evitar ao máximo cartões e cheques especiais. Talvez seja a única maneira de não se superendividar.

Endividamento excessivo corrói a renda e dificulta a aquisição de bens de maior valor, como imóveis e automóveis. Também reduz as condições para bancar um plano de saúde ou um curso universitário. Torramos com supérfluos o dinheiro que fará falta para a compra de alimentos, medicamentos, vestuário e outros itens básicos.

Se não tiver autocontrole para usar, aposente o cartão e diga ao banco que não quer cheque especial.

Caso já tenha avançado no limite do cheque especial ou no rotativo do cartão, verifique na sua agência bancária se tem direito ao crédito consignado, pois os juros são bem menores, embora não esteja disponível a todos os correntistas.

Fonte: Folha Online - 11/07/2018

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