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Necessidade conectada

Publicado em 19/04/2018 , por RENAN SCHUINDT

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Procura por modelo de empréstimo pessoal por aplicativo de smartphone aumentou em 30% nas classes B e C só no último mês

Rio - Investidores e interessados em obter soluções financeiras agora estão conectados por um aplicativo para smartphone em uma modalidade de empréstimo coletivo. A prática, que começou a ser implantada no país no começo deste ano, foi inspirada num modelo europeu. É o 'peer-to-peer Lending' (empréstimo pessoal, na tradução livre do inglês para o português), que está em expansão. Só no último mês, a procura aumentou em 30%, incluindo pessoas da classe B e C, com solicitações de empréstimo de até R$ 10 mil. Hoje, o app conta com usuários em mais de 100 municípios e uma fila com 1,5 mil investidores.

As taxas da fintech chegam a menos da metade das taxas cobradas pelos bancos. Outra vantagem é a facilidade de crédito para pequenas e médias empresas para alavancar projetos, sem as dificuldades dos 'mercados de investimento'. O carioca Charles Marques foi o precursor desse modelo de empréstimo no Brasil. A ideia surgiu quando esbarrou em questões burocráticas ao precisar de dinheiro para viabilizar um contrato da sua empresa de eventos, há dois anos. Então, pediu empréstimo aos amigos e garantiu uma correção monetária acima da oferecida pelos bancos.

A solução inspirou a criação do Banklike, aplicativo que une quem dispõe de recursos para investir com aqueles que estão precisando de meios para quitar dívidas ou abrir o negócio. "Busquei amigos e ofereci uma remuneração bem acima do que eles iriam receber em suas aplicações bancárias. Mesmo assim, as taxas que eu pagaria seriam mais baixas do que as do mercado", conta Charles. Sem a burocracia dos processos usuais, o dinheiro ficou rapidamente disponível. Logo, a solução virou negócio. "Pensei que se ampliasse esta fórmula, ajudaria outras pessoas".

como uber e airbnb

Assim como ocorre com a Uber e o Airbnb, o Banklike conecta oferta e demanda. Para utilizar, basta baixar o aplicativo no celular, preencher o cadastro e definir o valor e em quantas vezes quer pagar. A compra das moedas, batizadas de Likes, é feita por cartão de crédito. O valor é convertido em real e creditado na conta-corrente do beneficiário. Quando a situação econômica do usuário melhorar, o mesmo cadastro usado para requerer ajuda pode transformá-lo em um investidor.

REFORMA DO APARTAMENTO

O Banklike atraiu a secretária Gisele Figueiredo. Sem dinheiro para finalizar a reforma do apartamento, ela recorreu ao app. "Em três dias, o dinheiro estava na minha conta. Contratei a mão de obra para instalar a bancada da cozinha", diz. O bancário Luiz Antônio Costa virou investidor. Ele descobriu o Banklike por indicação de amigos em redes sociais e decidiu aplicar R$ 1 mil como teste. Gostou tanto que pensa agora em ampliar a verba. "O que mais me atraiu nesta iniciativa foi poder ajudar diretamente outras pessoas. Além das taxas mais vantajosas", conta.

NEGÓCIO PERMITIDO

No Brasil, a ajuda financeira entre particulares é permitida desde que os valores dos juros não ultrapassem 1% ao mês. É assim que o aplicativo funciona, ao intermediar as vendas das moedas entre os usuários. É o que o investidor lucra. Não há valor mínimo ou máximo. O que estabelece as bases da transação é o limite disponível no cartão de crédito, usado para comprar a moeda do Banklike. Em breve, as moedas adquiridas poderão ser usadas para comprar com desconto produtos e serviços em uma rede de parceiros comerciais.

Fonte: O Dia Online - 18/04/2018

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