Tempo médio de desemprego no Brasil chega a mais de um ano, revela pesquisa
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Tempo médio de desemprego no Brasil chega a mais de um ano, revela pesquisa

Publicado em 21/02/2018

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SPC Brasil revela que ao menos 59% dos desempregados são mulheres de 34 anos, com ensino médio completo, e pertencentes às classes C, D e E; confira

Desemprego: maioria das pessoas entrevistadas disseram que foram desligadas das empresas por causa da crise financeira

Tempo médio de desemprego do trabalhador brasileiro chega a mais de um ano, revela pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgada nesta terça-feira (20).



Segundo o estudo realizado, o brasileiro consegue uma vaga de emprego, em média, depois de um ano e dois meses do último desligamento. O período é maior que o encontrado no ano de 2016, quando o tempo médio de desemprego  era de 12 meses.

A pesquisa O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil ainda mapeou o perfil dos desempregados no País. Do total, 59% são mulheres, com idade média de 34 anos. Dentro desse grupo, 54% têm até o ensino médio completo, e 95% dessas trabalhadoras pertencem às classes C, D e E. Vale destacar que mais da metade das desempregadas, 58%, têm filhos, sendo a maioria menor de idade.

Outro apontamento feito pela pesquisa é sobre o último emprego dessas pessoas: 40% dos entrevistados tinham carteira assinada, sendo 14% informais e 11% autônomos.

“Tudo aponta para um cenário de recuperação no mercado de trabalho, mas este ainda é um movimento tímido e que, no momento, permanece concentrado na informalidade, o que implica em contratações sem carteira assinada e atividades feitas por conta própria”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

“As pessoas sabem que não podem ficar esperando em casa pelo reaquecimento do mercado e, por isso, buscam por alternativas de sobrevivência. Porém, informalidade também implica em fragilidade. O trabalhador que atua nessas condições não tem proteção e está sujeito às variações do mercado”, considera o presidente da entidade.

A fragilidade do trabalhador também pode ser percebida no subitem que revela que 61% dos desempregados estão dispostos a ganhar menos do que recebiam no último emprego. Entre as justificativas está a importância de voltar ao mercado de trabalho, mencionada por 23% dos entrevistados, e a necessidade de pagar despesas, citada por 22%.

Redução de custos empresariais

Dentre os que foram demitidos, a maioria alegou que foi desligada da última empresa devido a causas externas, principalmente ligadas à crise econômica, como redução de custos, citado por 35% dos entrevistados, além do corte da mão de obra ociosa e do fechamento da empresa, citados, respectivamente, por 12% e 11%.

Questionados sobre qual a oportunidade desejada, 46% disseram preferir um emprego com carteira assinada, enquanto que 29% afirmam que qualquer vaga seria satisfatória para sair da situação de desemprego.

Fonte: O Dia Online - 20/02/2018

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