Facebook vai usar robôs para combater manchetes exageradas
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Facebook vai usar robôs para combater manchetes exageradas

Publicado em 19/05/2017

Acusado de ser complacente com a publicação de conteúdos falsos e odiosos, o Facebook anunciou ampliação do uso de inteligência artificial para diminuir o alcance de manchetes enganosas e exageradas.

A partir desta quarta-feira, as novas ferramentas, que já estavam sendo usadas nas postagens em inglês, começam a afetar quem usa a rede em 12 idiomas, incluindo português, espanhol e francês.

Em nota, a empresa afirma que as mudanças em seus sistemas têm como objetivo melhorar a experiência dos usuários e diminuir o impacto da desinformação em sua comunidade.

A empresa disse que o trabalho será similar ao que é feito para a filtragem de spams em e-mails.

Para construir a ferramenta, funcionários da companhia categorizaram milhares de publicações como "caça-cliques".

A partir da análise, foram compiladas palavras-chave e estruturas de manchetes destinadas a chamar a atenção para formarem a base inicial do sistema. As postagens que tiverem maior probabilidade de conter manchetes exageradas tendem a aparecer menos no feed de notícias de usuários da rede.

O tema das notícias falsas ganhou relevância após elas terem sido consideradas um dos fatores que ajudaram a eleger o republicano Donald Trump nas últimas eleições presidenciais americanas.

Em abril, a empresa incluiu em seu site um guia para ajudar usuários a identificar notícias falsas.

MULTA

Também nesta quarta-feira, o jornal britânico "Financial Times" informou que a rede social deve receber uma multa da União Europeia em investigação sobre a compra do WhatsApp, que aconteceu em 2014.

A punição, por envio de informações falsas para órgãos reguladores da concorrência no momento da compra da empresa, pode chegar a 1% do faturamento do Facebook em 2016.

Quando adquiriu o aplicativo, a empresa havia informado que não seria possível tecnicamente combinar informações de usuários da rede social e do WhatsApp automaticamente.

Porém, em agosto do ano passado, o WhatsApp mudou suas políticas de privacidade informando que dados de usuários seriam compartilhados com o Facebook.

Ele serviria para segmentação de anúncios e melhora dos serviços, segundo o jornal.

É a terceira punição imposta sobre a empresa por órgãos europeus em uma semana. Reguladores da Itália e da França multaram a empresa por questões de proteção de dados de usuários e violações de privacidade.

A empresa preferiu não comentar os questionamentos do "Financial Times".

"A avaliação efetiva de processos de aquisições dependem da qualidade das informações fornecidas envolvidas no processo", disse a diretora de competição da Comissão europeia em dezembro, quando foram abertas as investigações.

Fonte: Folha Online - 17/05/2017

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